99 cursos de medicina são punidos após notas baixas no Enamed; veja a lista
Título: 99 cursos de medicina recebem punições por notas baixas no Enamed; confira a lista
O Ministério da Educação divulgou hoje cinco portarias que iniciam processos de supervisão contra cursos de Medicina em todo o país devido ao desempenho insatisfatório no Enamed 2025. A avaliação, realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, analisou 351 cursos e identificou que 107 obtiveram conceitos 1 e 2, ficando sujeitos a penalidades.
As punições variam de acordo com o desempenho dos estudantes, principalmente o percentual de alunos considerados proficientes. Em algumas situações, as medidas incluem desde restrições administrativas até a suspensão de novas matrículas.
Para os cursos com pior desempenho, enquadrados no conceito 1 e com menos de 30% de alunos proficientes, o MEC aplicou as punições mais severas. Essas instituições terão as matrículas de novos alunos suspensas imediatamente, os programas federais como o Fies bloqueados, a proibição de aumento de vagas e a abertura de processos de supervisão.
Já os cursos com conceito 1, mas com desempenho entre 30% e menos de 40% de alunos proficientes, terão punições intermediárias. Nesses casos, as instituições deverão reduzir em 50% o número de vagas, além de ficarem proibidas de ampliar a oferta e de celebrar novos contratos do Fies, com restrições adicionais aos programas federais.
Em relação aos cursos com conceito 2 e desempenho entre 40% e menos de 50% de alunos proficientes, as punições são mais brandas, porém ainda significativas. Essas instituições terão uma redução de 25% no número de vagas, suspensão de novos contratos do Fies, proibição de aumento de vagas e limitações nos programas federais.
Em alguns casos, o MEC optou apenas pela abertura de processos de supervisão, sem aplicar penalidades imediatas. Nestas situações, as instituições terão a oportunidade de apresentar defesa, enquanto o ministério realiza um monitoramento e análise mais detalhada da situação.
Uma das portarias também inclui as universidades federais no processo de supervisão, ampliando o alcance das medidas. Diferentemente das demais, que se concentram principalmente no setor privado, essa norma prevê uma avaliação específica das instituições públicas e a aplicação pontual de sanções.
Entre as universidades federais, a Universidade Federal do Pará foi a única a receber punições imediatas. A instituição teve uma redução de 50% nas vagas e a suspensão de pedidos de ampliação, enquanto as demais permanecem sob supervisão.
Punições aplicadas:
Punições mais severas (desempenho muito baixo)
- Suspensão imediata de novos alunos
- Proibição de abrir novas vagas
- Suspensão de programas federais (ex: Fies)
- Abertura de processos de supervisão
Afeta cursos com conceito 1 e menos de 30% de alunos proficientes.
- Universidade Estácio de Sá – Campus Angra dos Reis
- União das Faculdades dos Grandes Lagos
- Centro Universitário de Adamantina
- Faculdade de Dracena
- Centro Universitário Alfredo Nasser
- Faculdade Metropolitana
- Centro Universitário Uninorte
Redução de 50% das vagas
- Redução pela metade do número de vagas
- Proibição de aumentar vagas
- Suspensão de novos contratos do Fies
- Restrições a programas federais
Para cursos com conceito 1 e desempenho um pouco melhor (30% a <40%).
- Centro Universitário Presidente Antônio Carlos
- Universidade Brasil
- Universidade do Contestado
- Universidade de Mogi das Cruzes
- Universidade Nilton Lins
- Centro Universitário de Goiatuba
- Centro Universitário das Américas
- Faculdade da Saúde e Ecologia Humana
- Centro Universitário CEUNI (Fametro)
- Faculdade São Leopoldo Mandic (Araras)
- Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul
- Faculdade Zarns (Itumbiara)
Redução de 25% das vagas
- Corte menor no número de vagas
- Suspensão de novos contratos do Fies
- Proibição de ampliar vagas
- Limitações em programas federais
Para cursos com conceito 2 e desempenho entre 40% e <50%.
- Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
- Universidade de Ribeirão Preto
- Universidade Iguaçu
- Universidade Iguaçu (curso diferente)
- Universidade Santo Amaro
- Universidade de Marília
- Universidade Paranaense
- Universidade Anhembi Morumbi
- Afya Universidade Unigranrio
- Centro Universitário Serra dos Órgãos
- Universidade de Cuiabá
- Centro Universitário Maurício de Nassau de Barreiras
- Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto
- Centro Universitário de Santa Fé do Sul
- Afya Centro Universitário de Porto Velho
- Centro Universitário Ingá
- Faculdade de Medicina Nova Esperança
- Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba
- Faculdade Atitus Educação Passo Fundo
- Afya Centro Universitário de Itaperuna
- Centro Universitário Maurício de Nassau
- Faculdade Morgana Potrich
- Afya Faculdade de Porto Nacional
- Faculdade Uninassau Vilhena
- Centro Universitário Famesc
- Faculdade de Medicina de Olinda
- Faculdade Estácio de Alagoinhas
- Faculdade Atenas Passos
- Faculdade Estácio de Juazeiro
- Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes
- Faculdade Unicesumar de Corumbá
- Faculdade Estácio de Canindé
- Afya Faculdade de Ciências Médicas de Santa Inês
Supervisão sem aplicação imediata de penalidades
- Sem redução de vagas ou suspensão de alunos
- Instituição tem oportunidade de se defender perante o MEC
- Curso permanece sob monitoramento
Fase inicial antes de possíveis sanções.
Supervisão em universidades federais
- Inclusão das universidades públicas no processo
- Geralmente sem aplicação imediata de punições
- Excepcionalmente, medidas específicas podem ser adotadas em casos graves
Exemplo: Universidade Federal do Pará teve redução de vagas.


