Golpista Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, é preso no Paraguai tentando embarcar para El Salvador
Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, caiu no radar fora do Brasil e acabou preso nesta sexta-feira, 26 de dezembro, no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai. Ele tentou embarcar para El Salvador, mas a polícia local o interceptou antes da viagem.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos, confirmou a prisão. Segundo a PF, Vasques tinha rompido a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina e, depois disso, deixou o país.
Por causa do rompimento, o sistema de monitoramento disparou alertas. Então, autoridades passaram a reforçar a atenção na fronteira e em rotas internacionais usadas para saída do Brasil.
No aeroporto, Vasques apresentou um passaporte paraguaio. No entanto, o documento não correspondia a ele, conforme a apuração divulgada pelas autoridades e por veículos que acompanham o caso. Por isso, os policiais paraguaios fizeram a abordagem e efetuaram a prisão.
Agora, ele segue sob custódia no Paraguai. Enquanto isso, a Polícia Federal aguarda os trâmites de expulsão para trazer Vasques de volta e cumprir as determinações judiciais no Brasil.
O que o STF decidiu no caso
Em 16 de dezembro, a Primeira Turma do STF condenou Silvinei Vasques no processo do chamado Núcleo 2 da trama golpista. A decisão apontou crimes como tentativa de golpe de Estado e participação em organização criminosa armada, além de outros delitos citados no julgamento.
O processo também envolve Filipe Martins, Marcelo Costa Câmara, Mário Fernandes e Marília Alencar, que receberam condenações em diferentes enquadramentos. Já Fernando de Sousa Oliveira acabou absolvido por falta de provas, segundo o resultado divulgado.
A acusação sustentou que o grupo atuou para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse recorte, o caso de Vasques inclui a atuação da PRF no segundo turno de 2022, tema que entrou no conjunto de fatos analisados pelo Supremo.
A reportagem procurou a defesa de Silvinei Vasques, o advogado Eduardo Pedro Simão, que não recebeu manifestação até a publicação.
Por O Ludovico.


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