Oscar Maroni, dono do Bahamas Hotel Club, morreu nesta quarta-feira (31/12/2025), aos 74 anos, em São Paulo. A causa exata não foi divulgada, mas ele convivia com Alzheimer e, segundo relatos.
A confirmação saiu em comunicados ligados ao próprio Bahamas, com frases de tom pessoal e a indicação de que a casa seguiria funcionando.
Há divergência sobre o local da morte: uma versão aponta que ele estava internado em uma casa de repouso; outra diz que ele morreu em casa, segundo nota atribuída à família. O que não aparece, até aqui, é um laudo público com causa detalhada.
O velório, conforme a imprensa, foi reservado, restrito a familiares e amigos próximos.
Bahamas e prostituição: fama, acusações e decisões judiciais
O Bahamas é conhecido como casa de entretenimento adulto em Moema, na zona sul de São Paulo, frequentemente associado por reportagens à presença de profissionais do sexo.
Essa associação virou processo. Maroni foi acusado e chegou a ser condenado em primeira instância, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo o absolveu em 2013, ao entender que, no caso analisado, não havia elementos para enquadrar o local como “casa de prostituição” nos termos apontados pela acusação.
Em 2017, o STJ manteve a absolvição, segundo registros na imprensa jurídica e colunas que repercutiram o julgamento.
A “cerveja grátis” quando Lula foi preso: promessa antiga, gesto calculado
A festa existiu. Em abril de 2018, Maroni distribuiu milhares de cervejas em frente ao Bahamas, dizendo cumprir uma promessa feita em 2016, ligada à prisão do então ex-presidente Lula.
E aqui entra a parte que os virais costumam distorcer: há registro de que ele fez declarações agressivas contra Lula, mas também há registro de que ele se “corrigiu” em vídeo, afirmando que não queria ver Lula morto, e sim preso. Ou seja, a narrativa de “cerveja ligada a assassinato” não se sustenta com as referências mais citadas da época sobre essa promessa específica.
“Bolsominion fascista” e outros rótulos: opinião não é apuração
Maroni foi tratado por veículos como apoiador de Jair Bolsonaro, inclusive em convocação para ato pró-Bolsonaro em 2019.
Já termos como “bolsominion” ou “fascista” são xingamentos políticos, não classificação jornalística. Eles dizem mais sobre quem escreve do que sobre o fato em si.
No fim, o retrato mais preciso é este: um empresário do entretenimento adulto, que gostava de provocar, acumulou processos e polêmicas, e também usou política como palco para marketing. A internet só fez o que sempre faz, transformou um obituário em ringue.
ATENÇÃO!! Acaba de MORRER o bolsominion fascista que ofereceu CERVEJA GRÁTIS o mês inteiro caso assassinassem o Lula!!
O CONSERVADOR Oscar Maroni era dono do maior PUTEIRO de São Paulo.
pic.twitter.com/jHMzAmX0nu— Thiago dos Reis 🇧🇷 (@ThiagoResiste) December 31, 2025
