A vereadora Camila da Enfermagem, do município de Nova Olinda do Maranhão, divulgou um vídeo nas redes sociais trazendo graves denúnciassobre supostas práticas criminosas ocorridas durante o último processo eleitoral. As acusações envolvem compra de votos, abuso de poder econômico, corrupção eleitoral e perseguição política, fatos que, se confirmados, podem resultar em investigações na esfera criminal e eleitoral.
DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO EM TROCA DE APOIO POLÍTICO
Segundo a parlamentar, uma parcela expressiva da campanha de 2024 para os cargos do Poder Legislativo e do Poder Executivo de Nova Olinda do Maranhão teria sido financiada pelo prefeito de Araguanã, Flávio Amorim, por meio da distribuição de materiais de construção a eleitores do município, com o objetivo de garantir apoio eleitoral tanto à vereadora quanto à sua esposa, então candidata à Prefeitura de Nova Olinda do Maranhão, cidade vizinha a Araguanã.
Entre os itens mencionados estão tijolos, cimento, telhas e outros insumos utilizados como moeda de troca política, prática expressamente proibida pela legislação eleitoral brasileira.
Ainda conforme o relato, a própria vereadora afirma ter recebido esses materiais, entregues por Thaymara Amorim, então candidata a prefeita, para cumprir compromissos firmados tanto na disputa para o Executivo quanto para o Legislativo municipal. Veja o vídeo:
PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS E COBRANÇAS APÓS AS ELEIÇÕES
Camila da Enfermagem relata que, mesmo após seu rompimento com o grupo político identificado como 22, eleitores continuam entrando em contato cobrando materiais prometidos e não entregues. Para a parlamentar, essas cobranças seriam uma prova concreta da existência de acordos eleitorais ilegais baseados em vantagens materiais, caracterizando captação ilícita de sufrágio.
DENÚNCIA DE PAGAMENTO EM DINHEIRO PARA COMPRA DE VOTOS
Outro ponto considerado ainda mais grave envolve uma suposta negociação direta em dinheiro. De acordo com a denúncia, o prefeito Flávio Amorim, junto ao esposo da vereadora, teria participado da entrega de parte de um valor em espécie a um eleitor identificado como Castanha, no bairro conhecido como Caveira.
Segundo a narrativa, o valor total acertado seria de cinco mil reais, pagos de forma fracionada, o que também configura compra direta de votos, crime previsto no Código Eleitoral.
TENTATIVA DE REAVER DINHEIRO APÓS MUDANÇA DE APOIO POLÍTICO
A vereadora afirma que, após o eleitor comparecer a um evento político de outro grupo, houve uma tentativa de reaver o dinheiro entregue, por determinação do prefeito e de sua esposa. O recurso, no entanto, não teria sido devolvido, ficando a cobrança para depois do pleito, o que reforçaria o caráter ilícito e fraudulento da negociação.
ACUSAÇÕES DE PERSEGUIÇÃO E DIFAMAÇÃO POLÍTICA
Além das denúncias eleitorais, Camila da Enfermagem afirma ser alvo de perseguição política, difamação e ataques públicos promovidos por integrantes do grupo do qual se desligou. Segundo ela, seu nome vem sendo exposto de forma depreciativa em eventos denominados confraternizações, que estariam sendo usados para disseminar ódio, constrangimento público e ataques pessoais.
ARREPENDIMENTO E INDÍCIOS DE OUTROS CRIMES
Ao final do vídeo, a vereadora faz uma declaração ainda mais delicada ao afirmar arrependimento por ter envolvido pessoas inocentes como testemunhas em situações que classifica como criminosas, levantando indícios de possíveis crimes como coação, falso testemunho ou participação forçada em práticas ilegais.
As denúncias, se apuradas e comprovadas pelas autoridades competentes, podem resultar em investigações por crimes eleitorais, abuso de poder econômico, corrupção e outros ilícitos previstos na legislação brasileira. Até o momento, os citados não se manifestaram publicamente sobre as acusações.
