Todo começo de ano é marcado por promessas de mudanças, especialmente relacionadas à saúde. Para quem deseja realmente transformar hábitos em 2026, a médica cardiologista Marcela De Vido, do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo), recomendou, durante sua participação no CNN Novo Dia desta quinta-feira (1º), começar com objetivos realistas e factíveis.
“Comece pelas pequenas mudanças. Comece com aquilo que seja factível no seu dia a dia”, orienta a especialista. Segundo ela, não adianta se comprometer a correr uma maratona se a pessoa nunca praticou corrida ou não gosta dessa atividade.
“Tenha objetivos que sejam coerentes com a sua rotina, com o seu dia-a-dia. E o mais importante é a constância, a consistência dos pequenos hábitos”, explica.
Atividade física e alimentação como prioridades
A cardiologista destaca que o ideal são 150 minutos de atividade física aeróbia de moderada intensidade por semana, acompanhados de duas sessões de fortalecimento muscular. Quanto à alimentação, ela recomenda o “descasque mais, desembale menos” – ou seja, preferir alimentos naturais aos ultraprocessados. Também é importante manter uma boa hidratação e cuidar do sono, tentando dormir antes da meia-noite.
De acordo com Marcela, o erro mais comum é estabelecer metas irreais que podem até ser mantidas por uma ou duas semanas, mas não se sustentam. “Infelizmente, não existe uma promessa milagrosa. Não tem fórmulas mágicas para a gente ter uma saúde em dia”, alerta a médica, enfatizando que “o básico bem feito é muito melhor do que correr a São Silvestre”.
Para quem está começando a praticar exercícios físicos depois de um período sedentário, a médica recomenda uma avaliação médica prévia, especialmente para pessoas acima de 35-40 anos. “A avaliação médica não tem o objetivo de impedir que você pratique atividade física, tem o objetivo de tornar a sua prática mais segura”, esclarece.
A especialista finaliza lembrando que qualquer atividade física, mesmo que pequena, já traz benefícios para a saúde cardiovascular. “Qualquer coisa é melhor do que nada. Se você se movimentar 15 minutos por dia, já está bom. Se você não tem o tempo durante a semana, se você conseguir se movimentar um pouquinho que seja no final de semana, quando você tiver um tempo, já está bom para você”, conclui.
