O Ibovespa (IBOV) começou 2026 em território negativo, encerrando a sexta-feira (2) em queda de 0,36%, aos 160.538 pontos, com liquidez limitada e ajustes de posição. Na semana, o índice também acumulou baixa de 0,36%.
O dólar à vista (USDBRL) caiu 1,16%, a R$ 5,4256, acumulando desvalorização de 2,15% no período. A ausência de indicadores relevantes direcionou a atenção do mercado para movimentos corporativos e sinais econômicos futuros.
O TCU (Tribunal de Contas da União) abriu inspeção sobre a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, enquanto investidores aguardam o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de dezembro, referência para a política de juros do BC, a ser divulgado na próxima sexta-feira (9).
No Ibovespa, ações cíclicas se destacaram, impulsionadas por alívio na curva de juros e dólar mais fraco. Entre elas, o GPA (PCAR3) avançou após o aumento de participação da Bonsucex e do acionista Silvio Tini de Araújo, que atingiram 10,314% da varejista.
Por outro lado, Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) sofreram com a queda das commodities. O petróleo Brent recuou 0,16%, a US$ 60,75 o barril, e o minério de ferro caiu 0,57%, a 789,50 yuans (US$ 109,76) a tonelada na Bolsa de Dalian, na China.
Mercado externo
Os índices de Wall Street começaram o ano de forma mista. As ações da Tesla caíram cerca de 2% após perder a liderança em vendas de veículos elétricos para a chinesa BYD e registrar queda nas entregas pelo segundo ano consecutivo. Em contrapartida, papéis de tecnologia avançaram, com Nvidia subindo mais de 1% e Apple e Alphabet crescendo cerca de 2%. O mercado segue atento ao desempenho das gigantes do setor.
O Dow Jones subiu 0,66%, aos 48.382,39 pontos; o S&P 500, +0,19%, aos 6.858,47 pontos; enquanto o Nasdaq caiu -0,03%, aos 23.235,62 pontos.
