Os EUA atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa neste sábado (3/1). O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação em sua rede social, a Truth Social.
Trump afirmou ainda que mais detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos”.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada deste sábado, enquanto múltiplas explosões iluminam o céu da capital venezuelana.
Segundo relatos não confirmados, as aeronaves seriam helicópteros CH-47G Chinook, projetados para operações secretas, e teriam atuado durante ataques que, segundo o governo venezuelano, atingiram os estados Miranda, Aragua e La Guaira, além de Caracas.
Reação do governo brasileiro
O presidente Lula (PT) disse que os bombardeios “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam uma “flagrante violação do direito internacional”. Endossou, ainda, que a ação foi uma captura do presidente venezuelano.
“Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disse em publicação nas redes sociais.
Lula pediu uma resposta “vigorosa” da comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas.
“A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, disse.
Preço do barril
As tensões entre EUA e Venezuela já vinham impactando as cotações do barril de petróleo ao longo de dezembro.
Na sexta (2/1), o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caiu 0,16% (US$ 0,10), a US$ 60,75 o barril.
Além das tensões geopolíticas, também contribuiu para a queda a expectativa sobre a reunião mensal dos dos integrantes da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que acontecerá no domingo (4/1).
A Venezuela integra o grupo e já havia, inclusive, pedido ajuda ao cartel para conter as ações dos EUA no final de novembro.
Apesar de produzir apenas 1 milhão de barris/dia, a Venezuela detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
Com informações da Agência Estado
