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Insistência dos Leões em “renúncia coletiva” aponta fragilidades na candidatura de Orleans

Insistência dos Leões em “renúncia coletiva” aponta fragilidades na candidatura de Orleans

Insistência dos Leões em “renúncia coletiva” aponta fragilidades na candidatura de Orleans

O ano eleitoral começa com extremas dificuldades para o grupo do governador Carlos Brandão. Apostando em uma “renúncia coletiva” dos cargos de governador e vice-governador para sustentar seu projeto de poder familiar, Brandão corre contra o tempo e vê a candidatura de seu sobrinho Orleans Brandão perder credibilidade.

O primeiro sinal negativo para a campanha de Orleans foi a fala do próprio tio-governador, que em dezembro afirmou em convescote com jornalistas aliados que está considerando ser candidato ao Senado, a pedido do presidente Lula. A fala foi considerada um grande balde de água fria na candidatura, que começou a ser vista com ainda mais ressalvas por prefeitos e vereadores.

O segundo sinal que atrapalha os planos de Brandão é a negativa de Felipe Camarão em renunciar ao cargo de vice-governador. Somente com este cenário, sobrinho e tio poderiam ser candidatos juntos. A candidatura de Camarão ganhou grande força nos últimos dias do ano, quando o PT nacional divulgou pesquisa que atesta sua viabilidade eleitoral e afirmou que ele está entre as prioridades nacionais do partido.

Uma terceira dificuldade para Orleans é a recente operação da Polícia Federal executada contra o senador Weverton Rocha, que vinha sendo visto como principal avalista da candidatura do neófito em Brasília. Com suas preocupações voltadas a explicar suas relações com os desvios do INSS, Weverton perdeu interlocução na capital nacional e cria dificuldades dentre aliados do Congresso e do Planalto.

Por fim, para que Orleans seja candidato, Carlos Brandão deverá permanecer no cargo e ficar impossibilitado de concorrer ao Senado. Assim, Brandão ficaria sem mandato e a caminho da irrelevância política.Esses elementos em conjunto mostram que o núcleo duro da campanha de Orleans está ciente de sua inviabilidade como candidato, em um complicado xadrez político que se torna cada vez mais improvável para o clã Brandão.

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