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Grok limita criador de imagens só para assinantes

by admin

Ferramenta de IA de Elon Musk foi usada para manipular fotos de mulheres sem consentimento; Europa classificou conteúdo como ilegal

O Grok, ferramenta de IA do bilionário Elon Musk, decidiu desativar seu criador de imagens para a maioria dos usuários depois de protestos contra a criação de conteúdos sexualmente explícitos. A empresa foi ameaçada com multas e ações regulatórias, o que a levou a limitar o acesso apenas a assinantes. 

A ferramenta foi utilizada para manipular imagens de mulheres ao tirar suas roupas e colocá-las com biquínis e roupas íntimas em posições sexualizadas. No X, o Grok informa que “a geração e edição de imagens está atualmente limitada a assinantes pagantes”. Aqueles que ainda têm acesso poderão ser identificados por meio de seus dados se utilizarem a função indevidamente.

A sexualização das imagens sem consentimento é passível de punição pela lei brasileira, segundo disse ao Poder360 a advogada Fabiana Lima, especialista em direito digital e propriedade intelectual. Ela também afirmou que, ainda que o Brasil não disponha de legislação contra o que chama de “deep nude”, é possível enquadrar a prática na Lei Carolina Dieckmann, transformada no “artigo 216-B do Código Penal, que trata sobre produção e divulgação de imagens íntimas, de cunho sexual e nudez”.

A Comissão Europeia classificou na 2ª feira (5.jan.2026) como “ilegais” e “chocantes” as imagens geradas pelo Grok. O porta-voz Thomas Regnier declarou aos jornalistas que o órgão está “muito ciente” de que o X oferece um “modo picante”. E afirmou: “Isso não é picante. Isso é ilegal. Isso é chocante. Isso é nojento. É assim que vemos isso, e isso não tem lugar na Europa”.

No Reino Unido, a agência reguladora Ofcom exigiu na 2ª feira (5.jan) explicações do X sobre como o Grok produziu imagens de pessoas seminuas e conteúdo sexualizado envolvendo crianças. A agência questionou também se a plataforma descumpre suas obrigações legais de proteção aos usuários.

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