Kleber Mendonça no Globo de Ouro (Rich Polk/Getty Images)
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Após histórica vitória de O Agente Secreto no Globo de Ouro neste domingo, 11, o cinema nacional ficou em festa. Desde Central do Brasil, de 1997, não havia um filme brasileiro com tamanho potencial. Vários políticos foram às redes sociais elogiar a performance do cinema nacional. Nenhum que seja apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O Agente Secreto se passa no Brasil de 1977, durante a ditadura militar, e segue Marcelo (Wagner Moura), um professor de tecnologia que foge de um passado misterioso para Recife, buscando paz, mas encontra paranoia, vigilância e uma cidade cheia de tensão, sendo espionado por vizinhos e sentindo-se parte de um grande quebra-cabeça político e de memória que o passado tenta apagar.
Kleber Mendonça Filho falou sobre a importância da memória e do passado resgatados em O Agente Secreto, eleito melhor filme de língua não-inglesa. Em sua resposta a jornalistas na coletiva de imprensa logo após o anúncio da vitória, o diretor citou questões políticas recentes do Brasil e dos Estados Unidos. “Agora o ex presidente está preso. Ele foi irresponsável de forma épico por não liderar o Brasil. Acredito que os filmes e cinema podem ser formas de expressar o luto de tempos em tempos que a sociedade na qual vivemos passa. Queria falar com jovens cineastas americanos, há muita tecnologia para se expressar. Esse é o momento para saber se expressar. Os jovens americanos têm muito o que falar sobre o que está acontecendo com o país”, disse.
