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Fake news e vídeos com IA distorcem caso de crianças desaparecidas no MA e atrapalham investigações – Portal do Sampaio

by admin

A circulação de vídeos falsos e conteúdos produzidos com inteligência artificial nas redes sociais tem distorcido informações sobre o desaparecimento das crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, em Bacabal, no interior do Maranhão. As publicações exploram a comoção em torno do caso e espalham versões sem qualquer confirmação oficial.

Levantamento do projeto Verifica, divulgado pelo Estadão, identificou postagens que afirmam, de forma falsa, que as crianças teriam sido encontradas ou sequestradas por uma mulher. Parte do material chega a simular depoimentos do primo das vítimas, Anderson Kauan, de 8 anos, com uso de recursos de IA.

Em entrevista ao Verifica, o delegado Ederson Martins, da Superintendência Estadual de Investigações Criminais, afirmou que boatos e teorias infundadas têm dificultado o avanço das apurações. Segundo ele, nenhuma das versões disseminadas nas redes foi confirmada pela polícia.

Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro, após saírem para brincar no Quilombo São Sebastião dos Pretos. Anderson Kauan, que também havia desaparecido, foi localizado no dia 7. Desde então, as buscas pelas duas crianças continuam.

Entre as falsas narrativas, há vídeos que inventam detalhes do depoimento de Anderson Kauan, sugerindo a presença de uma mulher com as crianças na mata. Imagens geradas por inteligência artificial reforçam essas versões e alcançam grande volume de visualizações e interações.

Outra linha falsa sustenta que o menino teria sido libertado por supostos sequestradores para despistar as autoridades. De acordo com o delegado, Anderson Kauan não relatou a presença de qualquer outra pessoa durante os atendimentos realizados por equipes psicossociais e peritos.

As crianças entraram na mata sozinhas e se perderam. Em determinado ponto, os menores não conseguiram acompanhar o mais velho e acabaram se separando”, explicou Ederson Martins. Ele destacou que, embora todas as hipóteses sejam analisadas, a possibilidade de envolvimento de terceiros é considerada remota neste momento.

A Polícia Civil alerta que a disseminação de informações não oficiais compromete o trabalho investigativo e amplia o sofrimento das famílias, orientando a população a acompanhar o caso apenas por meio de fontes confiáveis.

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