Pedido foi negado pelo decano
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes negou neste sábado (17) novo pedido de habeas corpus para prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. A justificativa para não atender ao pedido foi o fato de o advogado não constar como defensor do ex-presidente.
O caso foi para nas mãos de Mendes porque o ministro Alexandre de Moraes se julgou impedido para analisar porque, na condição de vice-presidente, está exercendo interinamente a presidência da Corte.
Mendes não julgou o mérito, apenas declarou a incompetência do representante e não tomou conhecimento do recurso.
“O presente habeas corpus nem sequer foi impetrado pela defesa técnica do paciente, ex-Presidente da República. Diante do exposto, não conheço do habeas corpus, por manifesta inadmissibilidade da via eleita”, escreveu Mendes na decisão.
O HC é assinado pelo advogado Paulo Emendabili, que não tem relação com o processo de Bolsonaro. Mendes recebeu o caso após o ministro Alexandre de Moraes se declarar impedido.
Transferência -?O ex-presidente foi transferido da Superintendência da PF para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, na quinta-feira (15). Moraes determinou a realização de uma perícia oficial antes de decidir sobre o pedido de prisão domiciliar humanitária. O laudo deve ser protocolado no prazo de 10 dias.
Ao determinar a transferência, Moraes concordou com a instalação “de grades de proteção e barras de apoio na cama e em outros locais das acomodações da custódia”. Nesta tarde, os advogados informaram ao ministro que tomarão as providências necessárias para adaptar o local onde Bolsonaro cumpre pena.
(Com informações da Gazeta do Povo)
