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em espírito de mutirão, artistas ecoam um chamado urgente pelas Áreas Úmidas e Clima

em espírito de mutirão, artistas ecoam um chamado urgente pelas Áreas Úmidas e Clima

em espírito de mutirão, artistas ecoam um chamado urgente pelas Áreas Úmidas e Clima

Artistas brasileiros somam suas vozes ao chamado da sociedade civil para que as áreas úmidas sejam pautadas na COP30, que acontece em Belém no próximo mês. A mobilização é fruto da parceria entre SOS Pantanal, Environmental Justice Foundation (EJF), Chalana Esperança e Documenta Pantanal, e busca conscientizar a população sobre a urgência de incluir biomas como o Pantanal nas discussões climáticas globais.

O vídeo da campanha destaca a importância das áreas úmidas na proteção do clima. Embora ocupem apenas 6% da superfície terrestre, esses ecossistemas armazenam mais carbono do que todas as florestas do mundo. Além de poderosos estoques de carbono, essenciais na luta contra o colapso climático, áreas úmidas são grandes aliadas contra eventos extremos, como inundações, enchentes e secas prolongadas. 

Apesar dessa grande relevância, as áreas úmidas estão desaparecendo até três vezes mais rápido do que as florestas: ao redor do mundo, elas estão sendo drenadas, queimadas e dizimadas por atividades insustentáveis, liberando carbono de forma massiva, agravando ainda mais o aquecimento global.

A conservação e a restauração destas áreas úmidas tropicais poderiam evitar a emissão de até 800 milhões de toneladas de CO₂ por ano, o equivalente a 1,5% das emissões globais. Este é o principal pedido: que países signatários do Acordo de Paris incluam como prioridade em suas agendas climáticas e de enfrentamento à crise climática a proteção das áreas úmidas.

A mensagem ganhou força com a interpretação de nomes como Lenine, Ney Matogrosso, Gabriel Sater, Maria Bethânia, o DJ sul-mato-grossense Eric Terena, Carlos Rennó, Cristiana Oliveira, Rafa Kalimann, Malu Rodrigues e Mônica Guimarães. O texto também é narrado e assinado pela ambientalista e representante da EJF no Brasil,  Luciana Leite e pelo diretor de comunicação do SOS Pantanal, Gustavo Figueirôa.



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