O setor de citricultura estima uma economia de cerca de US$ 250 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 1,3 bilhão, com a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia para as exportações brasileiras de suco de laranja nos primeiros cinco anos de vigência.
O acordo foi firmado neste sábado, 17 de janeiro, no Paraguai, e prevê a redução gradual das tarifas de importação aplicadas ao produto brasileiro no mercado europeu. A estimativa é da Associação Nacional da Indústria Exportadora de Sucos Cítricos, a CitrusBR, com base no cronograma de desgravação tarifária e em dados da Secretaria de Comércio Exterior.
Segundo o diretor executivo da entidade, Ibiapaba Netto, o cálculo considera a média de preços e volumes exportados pelo Brasil ao longo dos últimos dez anos. A partir desse histórico, foram projetados os descontos tarifários ano a ano para estimar a economia no pagamento do imposto de importação.
“Para tanto, consideramos a média de preço e volume dos últimos dez anos e projetamos os descontos ano a ano para ter uma ideia da economia no pagamento do imposto de importação”, avalia o Netto.
Com a entrada em vigor do acordo, os três principais tipos de suco de laranja exportados pelo Brasil terão redução progressiva das tarifas, com alíquota zerada em um prazo que varia de sete a dez anos. A expectativa do setor é que, em cinco anos, a tarifa já seja cerca de 50% menor do que a praticada atualmente.
Antes de entrar em vigor, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Congresso Nacional. A avaliação da CitrusBR é que, por se tratar de um tema de interesse para ambos os blocos, a tramitação pode ser concluída ainda neste ano, permitindo que as novas tarifas passem a valer a partir de 2026.
