Luciano Leitoa voltou a dar as caras. Nesta segunda-feira (19), o ex-prefeito de Timon apareceu sorridente ao lado do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, numa cena que diz muito mais sobre desespero político do que sobre articulação.
Sem mandato, sem grupo e sem voto, Luciano virou aquilo que a política mais conhece: um sobrevivente tentando se escorar em quem está bem nas pesquisas. Braide, hoje, lidera vários levantamentos para o Governo do Maranhão, mesmo sem dizer oficialmente se será candidato. E é exatamente aí que Luciano enxerga uma boia de salvação.
Luciano Leitoa virou sinônimo de derrota. Em 2022, apostou todas as fichas em Weverton Rocha e perdeu feio. No mesmo ano, tentou se eleger deputado estadual e levou mais uma pancada das urnas. Em 2024, assumiu a coordenação da campanha de Dinair Veloso em Timon e o resultado foi mais uma derrota. Três derrotas em menos de quatro anos. Um verdadeiro recorde negativo.
Hoje, Luciano não agrega voto, não agrega estrutura e não lidera absolutamente nada. O que ele carrega é fama de pé-frio e de político que só aparece quando sente cheiro de poder. Quando perde, some. Quando alguém cresce, aparece para a foto.
Luciano virou o “Mick Jagger” da política maranhense. Onde ele encosta, o azar não tarda a chegar. E a pergunta que fica é direta: Eduardo Braide vai cair nessa?
Braide construiu sua trajetória sem depender das velhas raposas da política e sem carregar derrotados nas costas. Se quiser continuar com a imagem de novidade e força eleitoral, precisa abrir bem o olho. Em política, tem gente que não soma, só contamina.
Luciano Leitoa hoje não é ponte, não é liderança e muito menos solução. É problema. E problema, quando cola, dá trabalho pra desgrudar.
