O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja participam do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nesta sexta-feira (23), em Salvador. Também estão confirmados os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). Devem participar ainda os governadores Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Elmano de Freitas, do Ceará, ambos do PT.
A atividade, que começou no último dia 19 e vai até o dia 23, acontece no Parque de Exposições Agropecuárias, na capital baiana. No total, cerca de três mil integrantes do movimento de todo o país participam do encontro. Durante o evento, serão lançados o Programa Agrário do MST e a Inteligência Artificial da Reforma Agrária e Agroecologia (IARAA).
“Nesse momento conjuntural, onde realizaremos o 14.º Encontro Nacional, essa instância também deve prezar pela revisão do nosso Programa de Reforma Agrária Popular e homologar a instância da Coordenação Nacional. Entendemos ainda que precisamos aprofundar a leitura da conjuntura nacional e internacional, reafirmando o internacionalismo como uma bandeira e uma linha do MST”, resume Débora Nunes, da direção nacional do Movimento.
Encontro Nacional do MST acontece no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador (BA) | Crédito: Wellington Lenon/MST
O último encontro nacional do MST ocorreu entre 20 e 24 de janeiro de 2009, em Sarandi, no Rio Grande do Sul, em celebração aos 25 anos do movimento. Realizado em um local simbólico das primeiras ocupações de terra no país, o evento reuniu cerca de 1,5 mil trabalhadores rurais. O Encontro Nacional é a segunda instância mais ampla do MST, ficando atrás apenas do Congresso Nacional do Movimento.
Os encontros são tidos como marcos históricos, a exemplo da criação oficial do próprio movimento no 1º Encontro Nacional do MST, em 22 de janeiro de 1984, em Cascavel, no Paraná, com a participação de 92 participantes e o tema: “Terra não se ganha, se conquista”.
“É um espaço que tem como tarefa também o fortalecimento do estudo, da formação política e ideológica de toda a militância da base do MST. Então, os nossos encontros tiveram papéis importantes na definição de linhas que seguem no MST até os dias atuais”, afirma Débora Nunes.
