A pesquisa divulgada nesta semana pela Econométrica virou chacota no meio político do Maranhão. Prefeitos, lideranças e quem acompanha de perto a política do estado avaliam que o movimento mostra mais uma tentativa de Marcus Brandão de empurrar seu filho goela abaixo como governador.
“A candidatura não decolou, não empolga e a única forma que eles tem de tentar empurrar é fabricando pesquisas,” disse um experimentado analista ouvido pelo blog.
Nos bastidores, o comentário é que Orleans não aparece como um nome viável para disputar o governo com chances reais e é sempre comparado com a candidatura de Edinho Lobão, que também foi uma tentativa familiar de vencer as eleições sem adesão popular.
Não é a primeira vez que a Econométrica tenta forçar números. O instituto já vinha, desde novembro, colocando Orleans na casa dos 30%, mas acabou descredibilizado em dezembro por pesquisas de institutos nacionais.
O histórico do instituto também pesa. Em 2014, a Econométrica cravava a vitória de Edinho Lobão para o governo do estado, algo que acabou não se confirmando nas urnas. Esse passado ajuda a explicar por que os números divulgados agora são recebidos com tanta desconfiança no meio político.
Desde então, nada aconteceu que justificasse um crescimento tão expressivo de Orleans. Pelo contrário. O que se vê são eventos esvaziados no interior, lideranças desacreditadas e um vídeo recente de Marcos Brandão pedindo apoio para o filho, numa tentativa clara de criar um clima artificial de força às vésperas da reunião entre Lula e o governador Carlos Brandão. Nas redes sociais, a reação foi imediata. Os comentários tratam a pesquisa como piada e reforçam a sensação de que estão tentando empurrar uma candidatura que não se sustenta sozinha.
