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Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal chegam ao 19º dia sem pistas

Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal chegam ao 19º dia sem pistas

Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal chegam ao 19º dia sem pistas

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As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, entram nesta quinta-feira (22/1) no 19º dia sem respostas em Bacabal, no interior do Maranhão. Os irmãos desapareceram no dia 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos, e até agora não houve localização de vestígios que indiquem o paradeiro das crianças.

Atualmente, as ações estão concentradas em áreas de mata e no leito do Rio Mearim, que corta a região onde ocorreu o desaparecimento. A força-tarefa conta com apoio da Marinha e de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Segundo o governo do estado, mais de 500 pessoas já participaram das operações, que abrangeram uma área superior a 3.200 km².

Arquivo pessoal

Paralelamente às buscas em campo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou, nessa quarta-feira (21/1), o reforço das fiscalizações nas rodovias federais que cruzam o Maranhão. A medida foi adotada diante da possibilidade de rapto, hipótese que não é descartada pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA).

“As ações da PRF já foram intensificadas imediatamente na região, já que, caso seja uma ação de rapto, existe a possibilidade de passagem pelas rodovias federais que cortam o estado”, informou a PRF do Maranhão.

A Polícia Civil segue com o inquérito e a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão reforçou que nenhuma linha de investigação foi descartada.

O que ainda falta esclarecer

Mesmo com o avanço das buscas, cinco pontos seguem sem resposta e sustentam as principais dúvidas do caso:

  1. Onde estão as crianças?
    Não há confirmação se Ágatha e Allan permanecem na mata, se chegaram ao Rio Mearim ou se deixaram a área inicialmente delimitada.

  2. Onde ocorreu a separação do primo?
    Anderson Kauã, de 8 anos, relatou que o trio se separou no terceiro dia, mas não consegue indicar o local exato.

  3. O que aconteceu após a última noite na “casa caída”?
    A polícia estima que as crianças ficaram ao menos duas noites em uma cabana abandonada, conhecida como “casa caída”. O trajeto seguido depois disso é desconhecido.

  4. A área já vasculhada corresponde ao local real do desaparecimento?
    Sem a confirmação do ponto exato da separação, não há certeza de que a área já percorrida seja a correta.

  5. Por que nenhum vestígio foi encontrado?
    Mesmo com uso de sonar, buscas terrestres e fluviais, nenhum objeto, roupa ou rastro foi localizado — um dos aspectos mais intrigantes do caso.

Estado de saúde da criança encontrada

Na terça-feira (20/1), o governador do Maranhão, Carlos Brandão, informou que Anderson Kauã recebeu alta hospitalar. Ele foi a única criança localizada após o desaparecimento do grupo e seguirá recebendo apoio psicológico, além de continuar colaborando com as investigações.

Anderson foi encontrado no dia 7 de janeiro, três dias após desaparecer com os primos, em um matagal a cerca de 4 km do ponto onde o grupo foi visto pela última vez. Ele estava sem roupas, com sinais de desnutrição e havia perdido cerca de 10 quilos. Exames médicos descartaram abuso sexual.

Denúncia no Pará descartada

Uma denúncia que indicava o possível paradeiro das crianças no estado do Pará foi descartada nesta semana. A informação apontava que Ágatha e Allan estariam com uma mulher em um hotel no município de Água Azul do Norte, a cerca de 692 km de Bacabal, mas a apuração não confirmou a suspeita.

Fonte: Polícia Civil do Maranhão, PRF e Governo do Maranhão
Redigido por ContilNet

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