Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal já duram quase um mês
Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal já se estendem por quase um mês
Após mais de três semanas, a Polícia Civil do Maranhão intensificou os esforços para investigar o desaparecimento e localizar os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, vistos pela última vez em 4 de janeiro no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA).
Após 24 dias, as buscas estão concentradas na mata e na outra margem do Rio Mearim, onde cães farejadores detectaram o odor das crianças.
“As buscas pelas duas crianças continuam em áreas de mata, rios e lagos, paralelamente a uma investigação rigorosa”, afirmou o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, em uma rede social.
O secretário informou que os detalhes das investigações não são divulgados para não prejudicar o trabalho policial.
Nesta segunda-feira (26), Martins também se pronunciou sobre uma denúncia de que os irmãos teriam sido vistos em São Paulo. Ele afirmou que a notícia era falsa e criticou a disseminação de notícias falsas sobre o caso.
“Foi investigada a denúncia sobre o possível paradeiro das crianças em São Paulo. Uma equipe da comissão de investigação foi enviada e colaborou com a Polícia Civil do estado, no entanto, a informação não se confirmou”, explicou.
“As buscas pelos irmãos continuam, com equipes atuando em áreas de difícil acesso e a Polícia Civil conduzindo a investigação de forma minuciosa. Alertamos que informações falsas ampliam o sofrimento da família e podem constituir crime”, concluiu.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, todos os entrevistados até o momento foram convocados como testemunhas e qualquer informação contrária a isso é falsa.
Desaparecimento
As três crianças desapareceram em 4 de janeiro, após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. No dia 7 de janeiro, Anderson Kauan, de 8 anos e primo das crianças, foi encontrado por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa, vizinho ao local onde haviam desaparecido. Ele relatou ter deixado os primos enquanto buscava ajuda.
Desde o desaparecimento, a área de buscas, de aproximadamente 54 quilômetros quadrados, é caracterizada por vegetação densa, terreno acidentado, com poucas trilhas, difícil acesso, açudes, Rio Mearim e lagos.
Na última quarta-feira (21), Anderson Kauan colaborou com as buscas das crianças. Após receber alta hospitalar, após 14 dias internado, o garoto indicou aos policiais o trajeto que percorreu com os primos até uma cabana abandonada, próxima às margens do Rio Mearim.
Além disso, militares da Marinha estão utilizando equipamento de sonar para varrer um trecho de 3 km do Rio Mearim em busca de vestígios das crianças. O equipamento mapeia áreas submersas, gerando imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.
“Os trabalhos avançam pela região e, com prioridade, pelo leito do Rio Mearim, com apoio da Marinha e de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Também continuamos com as investigações para oferecer uma resposta à família, à comunidade de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, e a todos que acompanham o caso”, acrescentou Brandão.


