Desembargadores do TJMA batem-boca por causa do contrato firmado com o Banco de Brasília
O clima esquentou durante a sessão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) nesta quarta-feira (28), envolvendo os desembargadores Froz Sobrinho, presidente da Corte, e Paulo Velten.
A tensão surgiu devido à transferência dos depósitos judiciais do TJMA para o Banco de Brasília (BRB), mencionado no escândalo do Banco Master.
O desembargador Froz mencionou que o assunto será discutido na próxima reunião do Colégio de Presidentes e defendeu a escolha de contratar o Banco de Brasília.
“Na nossa visão inicial, acertamos ao realizar a migração, e eu explicarei o motivo. Os depósitos judiciais não afetam nosso orçamento. Nosso orçamento é o orçamento geral do estado. Essa conta é um adicional ao orçamento”, declarou o presidente do TJMA.
O desembargador Velten interrompeu Froz e afirmou que não se sentia responsável pela decisão, recusando-se a participar da reunião.
“Com todo respeito, considero inadequada essa convocação do Tribunal para participar disso agora, pois a decisão de migrar foi exclusiva de vossa excelência. Vossa excelência não submeteu ao colegiado”, ressaltou Velten, classificando a decisão como gravíssima.
O contrato com o Banco de Brasília (BRB) foi assinado em 20 de agosto de 2025, estabelecendo exclusividade na prestação de serviços de captação e administração dos depósitos judiciais, administrativos e fianças, além dos recursos destinados ao pagamento de precatórios e RPV no âmbito da jurisdição do Poder Judiciário do Maranhão.


