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Polícia Civil investiga morte de cão comunitário baleado no Paraná

Polícia Civil investiga morte de cão comunitário baleado no Paraná

Polícia Civil investiga morte de cão comunitário baleado no Paraná

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está apurando a morte de um cão comunitário chamado Abacate, que foi vítima de disparo de arma de fogo na cidade de Toledo, no oeste do Paraná. O caso foi divulgado pelo Instituto de Proteção Animal de Toledo nesta terça-feira (27) e causou grande comoção nas redes sociais.

O delegado Alexandre Macorring informou que a PCPR possui um setor especializado em investigar casos de maus-tratos contra animais e já deu início às diligências. Segundo a polícia, o animal foi atingido por um tiro que transfixou seu corpo, atingindo os rins e resultando em sua morte. O delegado afirmou: “Atualmente, os investigadores estão ouvindo uma pessoa que pode fornecer informações cruciais para esclarecer o ocorrido”.

Macorring ressaltou a seriedade do ocorrido e assegurou que os responsáveis serão responsabilizados. Ele declarou: “Embora não seja algo resolvido de imediato, queremos garantir à população que o caso está sendo investigado e não ficará impune”.

O Instituto de Proteção Animal de Toledo divulgou em suas redes sociais que Abacate chegou a ser socorrido e levado para atendimento veterinário, passando por procedimentos cirúrgicos, porém não resistiu aos ferimentos graves. O cão era cuidado com afeto pelos moradores do bairro Tocantins, onde vivia como um animal comunitário.

O caso de Abacate se une a outro incidente recente que chocou o país. Em Santa Catarina, o cão comunitário Orelha, que residia há aproximadamente dez anos na Praia Brava, em Florianópolis, faleceu após ser vítima de agressões violentas no início de janeiro. O animal era cuidado por moradores e frequentadores da região.

Orelha foi encontrado em estado crítico após ser agredido com golpes na cabeça. Mesmo sendo levado para cuidados veterinários, precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. A Polícia Civil identificou pelo menos quatro adolescentes como suspeitos das agressões. Na manhã desta segunda-feira (26), foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em locais ligados à investigação, que apura crimes de maus-tratos e coação no processo.