Irã alerta para reposta militar “poderosa” após ameaças de Trump
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, alertou nesta quarta-feira que as Forças Armadas do país estão plenamente preparadas para reagir “imediatamente e com poder” a qualquer agressão contra o território, espaço aéreo ou águas iranianas.
“Nossas corajosas Forças Armadas estão prontas – com o dedo no gatilho – para responder de forma imediata e poderosa a QUALQUER agressão contra nossa amada terra, ar e mar”, escreveu Araghchi, em inglês. A declaração foi uma resposta às ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Araghchi mencionou as “importantes lições aprendidas” durante a guerra de 12 dias com Israel em junho, afirmando que essas experiências fortaleceram a capacidade do Irã de responder “ainda mais forte, rápida e profundamente” a quaisquer ameaças futuras.
Trump renovou as ameaças contra o Irã nesta quarta-feira e advertiu que o próximo ataque “será muito pior” se o país não concordar com um novo acordo nuclear.
Apesar da retórica tensa, Araghchi reiterou a disposição do Irã em alcançar um acordo nuclear justo e equilibrado.
“O Irã sempre buscou um acordo nuclear mutuamente benéfico, justo e equitativo – em pé de igualdade e livre de coerção, ameaças e intimidação – que assegure os direitos do Irã à tecnologia nuclear para fins pacíficos e garanta a não proliferação de armas nucleares”, afirmou.
Araghchi destacou que armas nucleares “não têm lugar em nossas considerações de segurança e nunca buscamos adquiri-las”.
As declarações de Trump aumentaram as preocupações regionais sobre uma nova escalada.
Mais cedo nesta quarta-feira, Araghchi conversou separadamente por telefone com seus colegas da Turquia e da Arábia Saudita, com foco em esforços para evitar o aumento das tensões na região, segundo comunicados do Ministério das Relações Exteriores do Irã.
Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para assuntos legais e internacionais, afirmou: “Atualmente não há negociações em andamento com os Estados Unidos, mas mensagens indiretas estão sendo trocadas. Se eles desejam negociar, precisam parar de fazer ameaças. Os resultados das negociações não estão predefinidos.”


