Depósitos judiciais do TJMA rendem quatro vezes mais no BRB que no Banco do Brasil
Título: Depósitos judiciais do TJMA geram quatro vezes mais no BRB do que no Banco do Brasil
Em meio à repercussão do “Caso Master” e diante da controvérsia envolvendo a transferência, para o BRB, da conta de depósitos judiciais do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) – antes sob gestão do Banco do Brasil -, o presidente da Corte maranhense, desembargador Froz Sobrinho, prestou esclarecimentos nesta quarta-feira, 28, durante sessão do Órgão Especial, sobre a operação.
Ao anunciar a abertura de um processo administrativo, “em caráter estritamente preventivo”, para monitorar continuamente a capacidade técnico-financeira e operacional do banco brasiliense, ele ressaltou um dos motivos que levaram o TJ maranhense a transferir as contas para lá.
Segundo o magistrado, o rendimento da conta quando estava sob gestão do BB era de aproximadamente R$ 3 milhões por mês. Agora, ultrapassa os R$ 13 milhões.
“A remuneração atual superou os R$ 13 milhões. Em um mês de remuneração com o BRB, praticamente temos quatro vezes mais do que era remunerado pelo Banco do Brasil mensalmente”, destacou.
Clima Tenso
Ao informar a abertura do processo para acompanhar o caso, Froz Sobrinho convidou os demais desembargadores para participarem de uma reunião técnica com representantes do BRB, marcada para o dia 10 de fevereiro.
O desembargador Paulo Velten, no entanto, antecipou-se e anunciou que não participará, alegando que a decisão de contratar o Banco de Brasília foi exclusiva do atual presidente. “Não me sinto responsável”, afirmou, após confundir o convite com uma convocação.


