A toque de caixa: Brandão reúne partidos na varanda do palácio e constrange aliados
Com a proximidade da reunião com Lula, o governador deu mais uma demonstração de sua indecisão em relação ao futuro do grupo político liderado por seu irmão, Marcus Brandão. Carlos, como é chamado entre os irmãos, deixou sinais que evidenciam a fragilidade do projeto que tem sua família como prioridade.
Acreditando que Felipe Camarão renunciaria, ou até mesmo cogitando sua própria saída em abril, o governador vem adiando a decisão sobre seu futuro político. À medida que o tempo passa, ele também tem prejudicado seus aliados, alimentando possibilidades na chapa majoritária sem consultar o presidente Lula.
Na segunda-feira, na mesma varanda do Palácio, o governador fez um movimento em apoio a Iracema Vale como senadora pelo PT e, ontem, ao anunciar o nome do senador Weverton Rocha a pedido de Lula, Brandão espera que o presidente possa legitimar sua decisão e confrontar a esquerda maranhense, que sempre esteve ao seu lado.
Mas como ficarão Fufuca, Eliziane Gama e até Pedro Lucas, que foi anunciado por António Rueda ao oferecer apoio ao filho de Marcus Brandão?
No estilo “cada um por si e Deus por todos”, o governador ignorou o projeto de Eliziane Gama em favor de Eliel, deixando de lado uma aliada de longa data do presidente Lula e constrangendo o irmão diante de todos os presentes.
Com Fufuca foi ainda pior, o ministro pediu apoio para seu projeto e recebeu o silêncio como resposta, inclusive do próprio governador, que havia deixado em aberto a outra vaga no início da reunião.
O problema de Pedro Lucas deve ser mais fácil de resolver para a família Brandão. Envolvidos em questões em Turilândia, será mais simples convencer o presidente do União Brasil a recuar para renovar o mandato de deputado federal e não perder o foro privilegiado.
Mas o leitor pode estar se perguntando sobre a vaga de vice. Deixo a pergunta: quem aceitaria ser vice do filho do homem obcecado em manter o controle do Maranhão em sua família?
Não é difícil imaginar que daqui a quatro anos, o vice não será o atual escolhido e o novo certamente terá o sobrenome da família real colinense.


