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Produção da Samarco cresce 55% e atinge 15,1 milhões de toneladas em 2025 | Empresas

Produção da Samarco cresce 55% e atinge 15,1 milhões de toneladas em 2025 | Empresas

Produção da Samarco cresce 55% e atinge 15,1 milhões de toneladas em 2025 | Empresas

De acordo com a prévia operacional divulgada, a Samarco registrou um aumento de 55% em sua produção, atingindo a marca de 15,1 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro no ano passado. Esse desempenho superou em 55% o volume registrado em 2024, que foi de 9,7 milhões de toneladas.

No último trimestre de 2025, a Samarco alcançou a produção de 3,9 milhões de toneladas, representando um crescimento de 34% em comparação com o mesmo período de 2024.

Em 2025, a empresa atingiu o maior volume de produção desde que retomou suas operações em dezembro de 2020, após um período de paralisação entre 2015 e 2020 devido ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).

O volume de 15 milhões de toneladas equivale a 60% da capacidade instalada da Samarco. No ano passado, a empresa aprovou um investimento de R$ 13,8 bilhões na revitalização de unidades, expansão de sistemas de filtragem e modernização de equipamentos. A meta é alcançar 100% da capacidade produtiva no Complexo de Germano, em Mariana, até 2028, e na unidade de Ubu (ES) até 2029.

O presidente da Samarco, Rodrigo Vilela, declarou em comunicado: “Concluímos etapas estruturantes, dobramos nossa capacidade produtiva e avançamos de forma consistente no processo de reparação”.

Desde a homologação do Novo Acordo do Rio Doce em novembro de 2024 até dezembro de 2025, foram destinados R$ 33,6 bilhões para a reparação, sendo R$ 22,8 bilhões em obrigações diretas da Samarco, incluindo o pagamento de R$ 16,67 bilhões em indenizações para mais de 353 mil pessoas. Outros R$ 10,9 bilhões foram repassados aos entes federativos para fortalecer políticas públicas.

No aspecto ambiental, a empresa progrediu na recuperação do território, com 45,5 mil hectares cercados e protegidos (91% da meta de 50 mil hectares) em áreas de reflorestamento, além da proteção de 4,3 mil nascentes (86% da meta de 5 mil), consolidando etapas importantes para a recuperação ambiental.

Desde 2015, os valores destinados à reparação e compensação totalizaram R$ 71,9 bilhões, incluindo os R$ 38,3 bilhões executados pela extinta Fundação Renova. O Novo Acordo do Rio Doce prevê um valor global de R$ 170 bilhões ao longo de 20 anos.

Rodrigo Vilela afirmou: “Realizamos avanços importantes em 2025 e vamos seguir com uma operação mais sustentável e com ações em prol da reparação definitiva em 2026”.

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