Pedro Medeiros arranca a sogra de Arquimedes da Educação e enterra de vez o “governo de família” em Afonso Cunha
O prefeito Pedro Medeiros decidiu fazer o que ninguém antes teve coragem: cortar o cordão umbilical que ainda ligava a Prefeitura de Afonso Cunha ao ex-prefeito Arquimedes Bacelar. Sem aviso prévio e sem cerimônia, Pedro exonerou Daguimar Gomes da Costa, sogra de Arquimedes, do comando da Secretaria Municipal de Educação.
O gesto não foi administrativo. Foi cirúrgico. Foi político. Foi simbólico. E, acima de tudo, foi humilhante para quem ainda se iludia achando que laço de família substitui voto popular.
A Educação, uma das pastas mais sensíveis e estratégicas do governo, vinha sendo tratada como trincheira do antigo grupo. Arquimedes, mesmo fora do cargo, insistia em mandar por procuração, usando parentes como extensão do próprio poder. Só esqueceu que prefeitura não é herança, não é testamento e muito menos condomínio familiar.
A exoneração escancara o que já era comentado nos bastidores: Pedro Medeiros cansou de governar sob chantagem emocional e interferência velada. A caneta agora tem dono, e o dono resolveu usar.
Para Arquimedes Bacelar, o recado foi devastador. Sem mandato, sem grupo político, sem aliados e agora sem a sogra na Educação, o ex-prefeito assiste à própria irrelevância ser oficializada em atos publicados. Cada exoneração é um lembrete público de que seu tempo acabou e acabou feio.
Em Afonso Cunha, a limpeza virou expurgo.


