Baseado em dados: PT nacional faz pesquisa qualitativa e rejeita apoiar Orleans Brandão
A revelação de que a Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores fez uma pesquisa qualitativa para avaliar as chances do êxito do projeto de poder da família brandão foi um duro golpe para as pretensões do grupo brandonista. Lembrando que as pesquisas qualitativas fazem uma avaliação ampla sobre o pensamento do eleitor, avaliando do viés técnico do candidato, passando pelo desejo do eleitor, até o ambiente moral que cerca a candidatura. E contexto moral, em determinados cenários do Maranhão, pinga vergonha, como a tentativa retrógrada de implantação de uma nova oligarquia no estado.
O governador do Maranhão vem dando demonstrações que está mesmo disposto a ir para o tudo ou nada, nem que para isso seja necessário quebrar o Estado. Embora seja evasivo quando fala se sai ou se fica, Brandão, que de besta não tem nada, tem avaliado os riscos para tomar a sua derradeira decisão.
Os dirigentes partidários do PT de todo o país estão reunidos em Salvador, onde realizam plenárias em comemoração aos 46 anos de fundação do partido. Um ambiente propício, de onde fluem avaliações e direcionamentos relativos aos diversos cenários da política nos estados.
E foi desse vespeiro calorento que os petistas maranhenses ouviram uma declaração que já borbulha na manhã deste sábado na imprensa nacional (aqui). Segundo o presidente nacional do PT Edinho Silva, o nome do presidente provisório do MDB maranhense não é bem avaliado e não tem currículo para governar um Estado como o Maranhão, além de demonstrar incômodo com o vazamento de uma foto do sobrinho do governador comemorando a conquista de um campeonato de poker.
A comitiva brandonista ainda tentou contornar, mas as palavras firmes do dirigente petista não deixaram brecha para qualquer tipo de argumentação. A emissária especial do governador, secretária de Educação Jandira Dias ficou visivelmente abalada, não conseguiu assistir sequer às plenárias do evento. Mas convenhamos, ela não foi escalada para imersão partidária, não é verdade?
Enfim, entre as idas e vindas pelos corredores do aniversário de 46 anos do PT, a ala maranhense que apoia a criação de uma nova oligarquia no Maranhão ainda ouviu um conselho imprescindível de um experiente dirigente nacional: “se eu fosse o Brandão não ficaria um dia sequer sem mandato”! Teve gente que arregalou os olhos e perguntou: mas por quê? “Ué, com um governo cheio de denúncias de corrupção, ele vai ter muito problema”,
Teria respondido o companheiro.


