Lula renova recorde e paga R$ 2 bi em emendas em 2026
Valor é o maior para um início de ano, com aproximação de Luiz Inácio Lula da Silva com o Congresso; dinheiro é de cifras reservadas em anos anteriores.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pagou R$ 2,31 bilhões em emendas a congressistas do início de 2026 até quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026. Os dados são do painel Siga Brasil, do Senado.
O montante é recorde para um início de ano na história, sendo 212% superior à cifra liberada no mesmo período de 2025, já considerando os números corrigidos pela inflação. O valor é todo de restos a pagar de despesas contratadas em anos anteriores.
As emendas são importantes porque os congressistas querem ter o que mostrar para seu eleitorado nos Estados antes da eleição de outubro. O dinheiro é usado para financiar obras, adquirir equipamentos agrícolas e realizar reformas em instalações públicas, por exemplo.
O dinheiro recorde liberado agora coincide com um esforço recente feito por Lula para se reaproximar do Congresso. O presidente vem demonstrando interesse ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e recebendo apoio em retorno, como no caso do fim da escala 6 X 1.
O presidente realizou um jantar na Granja do Torto no início de fevereiro com líderes da Câmara dos Deputados. O encontro teve um clima descontraído e muitos elogios mútuos entre os presentes.
O Orçamento de 2026 reserva R$ 61 bilhões para o pagamento de emendas. O pagamento neste primeiro semestre do ano será acelerado para que alguns projetos possam progredir antes da eleição.
EMPENHO X PAGAMENTO
A etapa de empenho é distinta do pagamento.
O empenho é o primeiro estágio da execução da despesa pública. É quando o governo formaliza que reservará uma parte do dinheiro disponível no Orçamento para o projeto proposto por algum deputado ou senador.
Após o empenho, o valor é de fato reservado. Funciona como uma garantia da autoridade de que o pagamento será realizado. Com isso, o serviço indicado por uma emenda pode ser contratado, na expectativa de que o pagamento ocorra em algum momento.
Depois do empenho, vem a etapa da liquidação, quando o governo reconhece que o serviço contratado foi entregue, e por último, o pagamento propriamente dito, com a liberação da verba na conta de quem executou o serviço.

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