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Toffoli deixa o caso Master; Mendonça é o novo relator – Meio

Toffoli deixa o caso Master; Mendonça é o novo relator – Meio

Toffoli deixa o caso Master; Mendonça é o novo relator – Meio

O ministro Dias Toffoli decidiu se afastar da relatoria das investigações sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), após uma longa reunião com os demais integrantes da Corte. O novo relator será André Mendonça, escolhido por sorteio. Caberá a Mendonça decidir se o caso será remetido por completo ou parcialmente à primeira instância. Toffoli vinha sofrendo pressões ao longo do dia para deixar a relatoria e até mesmo o STF, devido à divulgação de um relatório da Polícia Federal sobre suas conversas com o dono do Master, Daniel Vorcaro. O STF informou que Toffoli, considerando os interesses institucionais, solicitou a redistribuição do caso a outro ministro, sem que haja fundamento para suspeição. O Supremo reconheceu a validade dos atos praticados por Toffoli e manifestou apoio pessoal ao ministro, destacando a inexistência de impedimento formal. (UOL)

O afastamento de Toffoli da relatoria do caso Master foi resultado de um acordo durante a reunião dos ministros do STF, em que ficou evidente que não havia maioria para sua permanência. Após resistir inicialmente, o ministro cedeu ao perceber que seria inevitável continuar sofrendo pressões, internas e externas, caso insistisse em permanecer à frente do inquérito. (Globo)

As informações contidas nos relatórios da PF entregues a Fachin ainda não são públicas, mas indícios sugerem que a relação entre Toffoli e Vorcaro pode ter desdobramentos mais significativos do que apenas a saída do ministro da relatoria do caso. (piauí)

O ministro Toffoli tem acumulado um considerável patrimônio em imóveis. Os imóveis registrados em Brasília em seu nome, de sua filha Pietra, de 25 anos, e de sua ex-mulher, Roberta Rangel, somam cerca de R$ 26,5 milhões em valor de mercado. A aquisição mais recente foi um apartamento de alto padrão, adquirido em fevereiro por Pietra Ortega Toffoli por R$ 2,5 milhões, pago à vista. Toffoli afirmou, por meio de sua assessoria, que todas as suas receitas e patrimônios estão devidamente declarados e aprovados em suas declarações anuais à Receita Federal. (Metrópoles)

Toffoli passou o dia tentando defender-se e buscando apoio para permanecer na relatoria do caso, sem sucesso. Sua última ação como relator foi solicitar à Polícia Federal os relatórios sobre o Master, incluindo os dados dos telefones de Vorcaro, que foram entregues ao presidente da Corte, Edson Fachin. Toffoli também admitiu ser sócio da empresa Maridt, que recebeu pagamentos do Master na venda de uma participação no resort dos irmãos de Toffoli. (g1)

A crise teve impacto na campanha eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que indicou Toffoli ao STF em 2009, afirmou a aliados que o ministro estava prejudicando a imagem da Suprema Corte e deveria se afastar do caso Master. Por outro lado, a oposição aconselhou o senador Flávio Bolsonaro a não se envolver no assunto para evitar desgastes. (Folha)

Eliane Cantanhêde destacou que o afastamento de Toffoli da relatoria do caso Master foi tardio, pois o ministro estava comprometendo a imagem da Corte. O estrago, segundo ela, já foi feito. (Estadão)

Malu Gaspar ressaltou que o caso Toffoli revela desconfianças entre a PF, a PGR e o Supremo no inquérito do Master, e que o procurador-geral só teve acesso ao relatório da PF depois que alguns detalhes se tornaram públicos. (Globo)

Vinicius Torres Freire mencionou o receio e a confusão em Brasília diante da possibilidade de vazamentos de investigações, o que poderia resultar em delações ou retaliações. (Folha)

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