Entenda a saída de Sidônio Palmeira do governo Lula
Título: Saiba os motivos da saída de Sidônio Palmeira do governo Lula
Sidônio Palmeira, que ocupava o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, optou por deixar sua função em julho para se dedicar exclusivamente à estratégia de marketing da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação interna foi de que sua permanência no governo durante o período eleitoral poderia suscitar questionamentos na Justiça Eleitoral, caso acumulasse as responsabilidades ministeriais com a condução da comunicação da campanha.
Conforme relato de Guilherme Amado no PlatöBR, a preocupação com questões legais foi determinante para a decisão, após debates no Palácio do Planalto. Inicialmente, Sidônio considerava manter-se à frente da Secom durante o período eleitoral, porém a possibilidade de contestação o fez mudar de ideia.
Apesar de alguns assessores próximos defenderem a permanência de Sidônio, outros membros do governo recomendaram sua saída para evitar conflitos legais, incluindo o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias.
Com a saída, Sidônio terá a liberdade para se concentrar plenamente na estratégia de comunicação da campanha de reeleição de Lula, sem as limitações impostas por um cargo no Executivo.
É provável que a equipe que atuava sob sua liderança na Secom permaneça dentro da estrutura governamental, assegurando a continuidade da política de comunicação institucional. Mesmo fora do ministério, Sidônio deve manter uma comunicação frequente com o Palácio do Planalto.
Antes de tornar pública sua decisão, o ministro aconselhou os membros do governo a agirem com cautela diante da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e o Banco Master. Segundo informações obtidas, Sidônio recomendou que os ministros evitassem fazer comentários públicos sobre o assunto para não envolver o Executivo em uma disputa que, na visão do governo, tornou-se um embate entre a Polícia Federal e o STF.
O chefe da Secom também enfatizou a importância de evitar críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em meio às investigações que atingem indivíduos ligados ao sistema previdenciário do Amapá. Alcolumbre indicou Jocildo Lemos, ex-presidente da Amapá Previdência, órgão que investiu R$ 400 milhões em títulos do Banco Master e cujo dirigente foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal.
A tensão institucional aumentou após a divulgação de detalhes de uma reunião reservada entre ministros do STF. Alguns membros da Corte suspeitam que tenham sido gravados durante o encontro, no qual foi decidido o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso envolvendo o banco. O processo acabou sendo redistribuído ao ministro André Mendonça.
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