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EUA dizem que China fez teste nuclear secreto em 2020

EUA dizem que China fez teste nuclear secreto em 2020

EUA dizem que China fez teste nuclear secreto em 2020

Título: Estados Unidos acusam China de realizar teste nuclear secreto em 2020

Um representante dos Estados Unidos afirmou que uma estação sísmica localizada no Cazaquistão detectou uma explosão no campo de testes de Lop Nor, na China, no mês de junho de 2020. Christopher Yeaw, secretário assistente de Estado norte-americano, fez essa declaração durante um evento no Instituto Hudson, em Washington, realizado em 17 de fevereiro de 2026.

Yeaw analisou dados adicionais e afirmou que a ocorrência foi muito provavelmente uma explosão nuclear, visto que as características registradas são consistentes com um teste desse tipo, e não com um terremoto. A estação sísmica PS23, que faz parte do sistema global de monitoramento da Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO), captou o evento a aproximadamente 725 km de distância.

O secretário executivo da CTBTO, Robert Floyd, informou que foram registrados dois eventos sísmicos de curta duração na data mencionada, porém, não foi possível determinar com certeza a causa desses eventos devido ao baixo nível de energia detectado. A China, apesar de ter assinado o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares em 1996, ainda não ratificou o acordo. O país asiático negou as acusações feitas pelos Estados Unidos.

Em resposta, Liu Pengyu, porta-voz da embaixada chinesa em Washington, classificou as alegações como infundadas e sugeriu que fazem parte de uma estratégia para justificar possíveis testes nucleares americanos. Liu enfatizou a importância de manter o compromisso internacional de não realizar testes nucleares e solicitou que os Estados Unidos tomem medidas concretas para fortalecer o regime de desarmamento nuclear e não proliferação.

Essa declaração ocorre em um momento de crescente preocupação com o controle de armas nucleares, especialmente após o fim do tratado New Start em 5 de fevereiro de 2026, que representava o último acordo de limitação de armas nucleares estratégicas entre os EUA e a Rússia. Segundo informações do Pentágono divulgadas por Christopher Yeaw, a China possui atualmente mais de 600 ogivas nucleares operacionais, e estima-se que esse número ultrapasse 1.000 até 2030. Enquanto os Estados Unidos realizaram seu último teste nuclear subterrâneo em 1992 e desde então utilizam simulações computadorizadas avançadas para aprimorar suas ogivas.