Família cobra justiça após duplo homicídio em Água Doce do Maranhão; suspeito se apresenta e é liberado
Na foto, as vítimas.
A tristeza se abateu sobre o povoado Cana Brava, localizado na zona rural de Água Doce do Maranhão, devido ao duplo homicídio que ceifou a vida de Gisele dos Santos Costa, de 22 anos, e Maiky dos Santos Neves, de 32 anos, na madrugada de 14 de fevereiro de 2026.
Ambos foram alvejados por diversos tiros de arma de fogo por volta das 4h30 e faleceram no local. Segundo relatos dos moradores, o crime teria sido desencadeado por um desentendimento ocorrido horas antes, durante um evento festivo na região.
Logo após os disparos, o principal suspeito deixou o local em um veículo do modelo Sandero vermelho. Na manhã seguinte, em 15 de fevereiro, ele compareceu voluntariamente à Delegacia de Paulino Neves, acompanhado por um advogado. Após prestar depoimento, foi liberado por não haver flagrante.
A decisão causou indignação entre os familiares e amigos das vítimas.
Gisele e Maiky eram primos, criados juntos na mesma comunidade e mantinham uma relação de afeto próxima. Ambos deixam filhos pequenos. O filho de Gisele está sob os cuidados da avó materna, enquanto o de Maiky permanece com a mãe.
A comunidade está consternada. Familiares afirmam que não se calarão e exigem que as investigações sejam conduzidas com agilidade e rigor. “Eles não mereciam partir dessa forma”, expressam pessoas próximas, que clamam por ampla repercussão do caso e pela devida responsabilização dos envolvidos.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do crime.
Enquanto isso, em Cana Brava, a dor se mistura a um pedido claro: justiça.


