PT, PCdoB e PV acionam TSE contra Flávio Bolsonaro e PL | Política
PT, PCdoB e PV acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro e o Partido Liberal. A ação, protocolada pela Federação Brasil da Esperança, denuncia propaganda eleitoral negativa antecipada por meio de vídeos com uso de inteligência artificial que zombam do desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, que homenageou o presidente com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
A Federação argumenta que o vídeo publicado por Flávio Bolsonaro nas redes sociais, com conotação eleitoral, busca macular a imagem de Luiz Inácio Lula da Silva ao associá-lo pejorativamente à criminalidade. A ação ressalta a manipulação de imagens com o intuito de influenciar negativamente a opinião dos eleitores, configurando propaganda eleitoral antecipada negativa.
Além disso, a Federação destaca o alcance do vídeo, que ultrapassa 1,7 milhão de visualizações, 7.600 comentários e 15,2 mil compartilhamentos, evidenciando a intenção de manipular a percepção do eleitorado. Em outra ação, direcionada ao Partido Liberal, a Federação cita um vídeo intitulado “Samba do Esbanja”, que associa representantes do Governo Federal a imagens desabonadoras.
A Federação requer intervenção da Justiça Eleitoral para coibir discursos vazios que apenas difamam, sem contribuir com propostas construtivas ou críticas fundamentadas, alimentando o ódio político na população.
Essas ações são uma resposta à provocação do Partido Liberal ao TSE, que questiona se recursos públicos foram utilizados com finalidade eleitoral no desfile em homenagem a Luiz Inácio Lula da Silva. O partido de Flávio Bolsonaro alega indícios de participação direta da Presidência da República na organização do evento, o que poderia configurar propaganda eleitoral antecipada.
O PL solicita que o TSE envie um ofício à Secretaria-Geral da Presidência para obter informações sobre os gastos do governo federal nos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro nos últimos quatro anos, buscando esclarecer possíveis patrocínios e apoios a essas manifestações carnavalescas.

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