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Petróleo volta aos US$ 70, mas cotação não deve se sustentar | eixos

Petróleo volta aos US$ 70, mas cotação não deve se sustentar | eixos

Petróleo volta aos US$ 70, mas cotação não deve se sustentar | eixos

NESTA EDIÇÃO. Previsão de analistas aponta que o aumento no preço do petróleo não será sustentado.

Com os efeitos do fenômeno La Niña, as chuvas em fevereiro e março não serão suficientes para recuperar os reservatórios das hidrelétricas.

Projetos industriais aguardando conexão à rede elétrica entram em pausa.

Setor de gás no Brasil necessita de simplificação, defende Galp.

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EDIÇÃO APRESENTADA POR:

O preço do barril de petróleo no mercado internacional voltou a ultrapassar os US$ 70 ao longo da última semana, impulsionado principalmente pelas tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

No entanto, analistas preveem que essa situação não será duradoura e que os preços devem encerrar o ano abaixo dos US$ 60.

Na quinta-feira (26/2), o preço do barril de Brent para maio subiu 0,21% (US$ 0,15), atingindo US$ 70,84.

Há expectativas em relação a um possível acordo entre os EUA e o Irã, o que poderia aumentar a oferta de petróleo do Oriente Médio no mercado global.

  • O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou a possibilidade de um ataque ao Irã caso não haja acordo sobre o programa nuclear do país persa.
  • De acordo com o Goldman Sachs, as exportações iranianas aumentaram consideravelmente nas últimas duas semanas, o que pode indicar a imposição de novas sanções.
  • O banco estima que o “prêmio de risco” no preço do barril atualmente seja de cerca de US$ 5.
  • Na quinta-feira (26), houve avanços nas negociações entre os dois países.

A reunião da Opep+ marcada para domingo (1/3) também contribui para a expectativa de queda nos preços.

Assim, mesmo diante das tensões internacionais, o mercado global de petróleo continua pressionado pelo excesso de oferta, em meio à expansão da produção e ao fraco crescimento da demanda.

  • Essa situação tem levado a um aumento nos estoques globais.
  • Para esclarecer:

Apesar da perspectiva de queda, a recente alta no preço do petróleo aprofundou a discrepância entre os preços do diesel praticados no Brasil e a cotação internacional.

  • Segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), o preço do litro do combustível vendido pela Petrobras estava R$ 0,47 abaixo dos preços internacionais na quinta-feira (26/2), com margem para um aumento de 15%.
  • A empresa enfatiza que considera outros fatores além do Brent e do câmbio na definição dos preços e que evita repassar volatilidades externas.

Monitorando os reservatórios. Embora fevereiro e março devam apresentar um padrão de chuvas mais intenso do que janeiro, ainda não será suficiente para a recuperação dos mananciais das hidrelétricas antes do início do período seco, de acordo com o Climatempo. Dessa forma, os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste permanecem em estado de atenção.

  • A melhora nas chuvas já levou o Operador Nacional do Sistema (ONS) a flexibilizar as restrições que haviam sido impostas nas usinas de Jupiá e Porto Primavera (MegaWhat).

Na fila do ONS. Dos 94 projetos industriais que aguardavam conexão ao ONS, 51 optaram por desistir temporariamente. Muitos empreendedores deixaram de solicitar parecer de acesso ou não apresentaram garantia financeira válida.

  • A fila visa organizar as solicitações de conexão ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de projetos com alta demanda de energia.

R$ 4 trilhões. O Ministério de Minas e Energia divulgou um estudo prevendo investimentos de R$ 4 trilhões até 2035 nos setores de energia e mineração, com destaque principalmente para os segmentos de petróleo e gás natural. O estudo engloba projetos em andamento e possíveis futuras incorporações.

Nova plataforma em Búzios. A ANP identificou 46 problemas pendentes que impedem o início das operações do FPSO P-79, da Petrobras, que chegou ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos no início do mês. A unidade não poderá iniciar as operações até receber aprovação da agência reguladora.

Mercado spot de gás. O desenvolvimento pleno do mercado spot de gás natural no Brasil requer um choque de simplificação, de acordo com Thiago Arakaki, diretor de Comercialização de Energia e Gás Natural da Galp.

Aquisição de biometano. A Ternium, siderúrgica do grupo Techint, está aberta a firmar contratos de longo prazo para aquisição de biometano e apoiar novos projetos de produção de gás renovável.

  • “Estamos disponíveis para dialogar e firmar contratos de longo prazo. Temos consciência de que nossa avaliação de crédito é sólida, o que facilita a viabilização de projetos de financiamento em todo o Brasil”, afirmou Pedro Teixeira, vice-presidente Jurídico e de Relações Institucionais da Ternium, durante a gas week outlook 2026.

Alta do etanol. O etanol hidratado liderou o aumento dos combustíveis no início de 2026. Em fevereiro, o preço do litro subiu 1,5%, atingindo R$ 4,702, acumulando um aumento de 5,1% no bimestre, a maior variação entre os seis produtos analisados pelo Monitor de Preço de Combustível, elaborado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Opinião: No Brasil, a oportunidade reside na abundância de biomassa e no potencial de escala, porém os desafios vão além da capacidade de produção de Bio-GNL. Aspectos regulatórios e de verificação são obstáculos, afirmam Paulo Campos Fernandes e Patrícia de Albuquerque de Azevedo, advogados do escritório Kincaid Mendes Vianna Advogados.

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