Comissão aprova política com foco nos direitos de idosos com autismo – Notícias
27/02/2026 – 17:26
Renato Araújo / Câmara dos Deputados
O Deputado Castro Neto, responsável pelo projeto de lei, teve sua proposta aprovada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. O projeto de lei tem como objetivo estabelecer medidas de assistência, apoio e acolhimento aos idosos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), criando a Política Nacional de Promoção dos Direitos e Atenção Integral às Pessoas Idosas com TEA.
O texto aprovado corresponde ao Projeto de Lei 5270/25, de autoria da deputada Duda Salabert (PDT-MG). O relator, deputado Castro Neto (PSD-PI), recomendou a aprovação do texto, que propõe alterações no Estatuto da Pessoa Idosa e na Lei Berenice Piana, com emendas de redação.
Dentre as medidas propostas estão a adaptação das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e o treinamento de profissionais para lidar com as necessidades sensoriais e cognitivas dos idosos autistas.
Conforme o projeto, a política terá como foco:
- o acesso adaptado a serviços de saúde, moradia e seguridade;
- o combate ao preconceito, capacitismo e violências contra idosos autistas;
- a promoção da inclusão e redes de apoio familiar/comunitárias;
- a formação humanizada de profissionais de saúde e cuidados;
- o estímulo a pesquisas sobre envelhecimento autista;
- a garantia de comunicação acessível e ambientes sensoriais; e
- a participação ativa dos idosos nas decisões sobre sua vida e cuidados.
Invisibilidade
O projeto também estimula a coleta de dados estatísticos sobre o envelhecimento dessa população para embasar políticas públicas. Além disso, assegura que o diagnóstico de autismo em idosos seja facilitado, garantindo o acesso contínuo a serviços de assistência social e moradia.
De acordo com o relator, a iniciativa preenche uma lacuna importante na legislação brasileira. “Ao estabelecer diretrizes claras para o atendimento a esse público, o projeto protege um grupo frequentemente negligenciado e que enfrenta obstáculos para acessar direitos fundamentais”, afirmou Castro Neto.
Próximas etapas
A proposta será ainda avaliada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra


