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CNI pede ingresso como interessada em ações no STF sobre novo licenciamento

CNI pede ingresso como interessada em ações no STF sobre novo licenciamento

CNI pede ingresso como interessada em ações no STF sobre novo licenciamento

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e outras 24 federações estaduais solicitaram hoje o ingresso como amici curiae (partes interessadas) nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7.913, 7.916 e 7.919, que contestam no Supremo Tribunal Federal (STF) a Lei Geral do Licenciamento Ambiental.

As ações foram movidas pelo Partido Verde (PV), pela Rede Sustentabilidade em conjunto com a Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), e pelo PSol com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

Na visão da indústria, a legislação aprovada no final de 2025 é “constitucional e adequada à realidade brasileira e ao desenvolvimento sustentável do país”.

“A lei do licenciamento ambiental vem preencher uma lacuna importante na legislação nacional, oferecendo mais segurança jurídica e previsibilidade a todos os envolvidos no processo de licenciamento”, afirma o diretor Jurídico da CNI, Alexandre Vitorino.

Vitorino destaca que a participação como parte interessada nas ADIs visa fornecer apoio técnico e jurídico para demonstrar que a nova legislação garante segurança jurídica e eficácia, sem comprometer a proteção ambiental.

Com esse propósito, as entidades solicitam permissão para apresentar memoriais colaborativos e estudos técnicos, além de realizar sustentações orais nas audiências.

“Os dispositivos questionados, em sua maioria, representariam um retrocesso no direito ambiental e no controle efetivo de atividades potencialmente poluentes ou que consomem recursos naturais”, avalia a CNI.

No documento, as instituições ressaltam que a indústria brasileira contribui com 23,4% do PIB, 20,6% do emprego formal no país e gera, para cada R$ 1 produzido, R$ 2,44 na economia.

Foco no uso racional dos recursos naturais

As organizações da indústria defendem que o direito ambiental deve se concentrar no uso racional dos recursos naturais e se adaptar às “realidades e necessidades socioeconômicas”.

Também destacam a importância de respeitar o pacto federativo, argumentando que a grande maioria dos processos de licenciamento no Brasil ocorre nos estados e municípios, enquanto o Ibama emite apenas algumas centenas de licenças anualmente, em contraste com cerca de 20 mil concedidas pelo Estado de São Paulo.

A manifestação critica ainda a tentativa de impor o modelo trifásico (licença prévia, instalação e operação) e a exigência de estudos complexos (EIA/RIMA) para todos os empreendimentos.

“Estudos realizados pela CNI e apresentados aos parlamentares indicam que o Brasil é o único país, entre as nações do G7 e do Brics analisadas, que adota o modelo trifásico de licenciamento ambiental. Nos demais países, o licenciamento é realizado em uma única etapa, simplificando o processo”, afirma a organização em comunicado.