SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO DE MAGALHÃES DE ALMEIDA É INVESTIGADO POR SUSPEITA DE APROPRIAÇÃO DE R$ 107 MIL DE CLIENTES
O advogado e secretário de Administração da Prefeitura de Magalhães de Almeida, Leonardo Carvalho Sousa, está sob investigação em três procedimentos criminais por suspeita de apropriação indevida no valor total de R$ 107.748,00. As denúncias foram feitas por diferentes vítimas que alegam ter tido valores de ações previdenciárias desviados pelo profissional.
Uma das denúncias foi feita por Cristiana Soares Zusa dos Santos, que relatou ter contratado o advogado para entrar com uma ação visando obter o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para sua irmã, Rita de Cássia Soares Zusa, de quem é curadora. Segundo Cristiana, o advogado afirmou que o processo resultou em um recebimento de R$ 30 mil. No entanto, após consultar outra advogada e verificar os dados do processo, Cristiana descobriu que o valor efetivamente recebido foi de aproximadamente R$ 80 mil, indicando uma diferença de cerca de R$ 50 mil.
Outra denúncia foi feita por Maria Eduarda Silva Lima, que alegou que o advogado se apropriou de R$ 27.839,18, referente a uma ação previdenciária movida em nome de seu filho. De acordo com Maria Eduarda, Leonardo Carvalho Sousa tinha procuração para atuar no processo e teria sacado, em 29 de abril de 2025, o valor depositado judicialmente em nome do beneficiário.
O terceiro procedimento investigatório teve início com uma denúncia feita por Maria das Dores da Silva. Segundo seu relato, o processo de aposentadoria por idade rural foi iniciado após a intermediação de uma pessoa identificada como “Mazé”. Maria das Dores afirma que, embora tenha assinado documentos e tido o benefício concedido, ela recebeu apenas R$ 4.060, enquanto a Justiça liberou um montante de R$ 29.908,82. A vítima afirma que o advogado recebeu integralmente a quantia, não a procurou e que ela não recebeu a diferença de aproximadamente R$ 25.848,82.
As autoridades competentes estão analisando os casos para verificar se houve a prática de apropriação indevida conforme previsto no artigo 168 do Código Penal. As investigações visam esclarecer os saques e o destino dos valores mencionados nas denúncias. Os procedimentos estão em andamento na Vara Única de Magalhães de Almeida.
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Outro lado
O GPI tentou entrar em contato com o secretário Leonardo Carvalho na sexta-feira (06), mas as mensagens não foram respondidas. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Fonte GP1


