Petróleo sobe e Brent acumula avanço semanal de cerca de 9%
O preço do petróleo aumentou e o índice Brent registrou um avanço semanal de cerca de 9%.
Nesta sexta-feira (20/3), os contratos futuros do petróleo fecharam em alta em meio a uma alta volatilidade, com o Brent acumulando um ganho significativo na semana.
Os investidores analisaram os desdobramentos recentes da guerra no Oriente Médio, bem como as estratégias sendo consideradas para reabrir o Estreito de Ormuz, levando em conta as possíveis consequências econômicas globais do conflito.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para maio subiu 3,26% (US$ 3,54), atingindo US$ 112,19 por barril.
O petróleo WTI para maio também fechou em alta, registrando um aumento de 1,91% (US$ 1,78), sendo negociado a US$ 94,74 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Na semana, o WTI teve uma queda de 4,02%, enquanto o Brent subiu 8,77%.
No contexto da guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou sua consideração em relação a planos para ocupar ou bloquear a ilha iraniana de Kharg, com o intuito de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz.
De acordo com informações da Reuters, as forças militares dos EUA estão enviando um contingente adicional de fuzileiros navais e marinheiros para a região do Oriente Médio.
A diferença de preço entre os contratos do WTI e do Brent pode aumentar ainda mais devido à especulação do mercado sobre uma possível proibição de exportação de petróleo dos EUA, conforme apontam analistas de energia do Goldman Sachs, um dia após a diferença de preços entre os dois tipos de petróleo atingir um recorde intradiário de 11 anos.
Simultaneamente, o UBS revisou para cima suas previsões de preços da commodity para o curto prazo, para US$ 86 por barril este ano. Para 2027, o banco elevou a estimativa para US$ 80 por barril.
“Essas previsões são baseadas na suposição de que o conflito se prolongará por mais 2-3 semanas e que os fluxos pelo Estreito de Ormuz permanecerão significativamente reduzidos”, acrescenta a fonte.
O diretor da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, alertou nesta sexta-feira que pode levar seis meses para restabelecer os fluxos de petróleo e gás a partir do Golfo Pérsico.
Por Thais Porsch, com informações da Dow Jones Newswires


