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Caso Master: Cunhado de Vorcaro troca defesa e tenta acordo de delação premiada

Caso Master: Cunhado de Vorcaro troca defesa e tenta acordo de delação premiada

Caso Master: Cunhado de Vorcaro troca defesa e tenta acordo de delação premiada

Título: Caso Master: Parente de Vorcaro altera equipe jurídica e busca acordo de colaboração premiada

Fabiano Zettel, parente do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e sob investigação no caso das irregularidades relacionadas ao Banco Master, trocou seus advogados e está negociando um acordo de colaboração premiada com as autoridades. A informação foi confirmada em comunicado divulgado nesta quarta-feira (25), no qual os advogados Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção informaram que não estão mais à frente do caso.

Assumindo a defesa de Zettel no Supremo Tribunal Federal (STF) está o advogado Celso Vilardi, conhecido por sua atuação em casos de grande repercussão nacional, como o Mensalão e a Lava Jato. Essa mudança ocorre em meio ao progresso das investigações da Polícia Federal, que identifica o pastor e empresário como uma figura-chave no suposto esquema bilionário associado ao Banco Master.

De acordo com a apuração da Polícia Federal, Fabiano Zettel teria recebido aproximadamente R$ 485 milhões da empresa Super Empreendimentos, que está sendo investigada por supostamente atuar como um canal de pagamentos para uma estrutura financeira irregular e possíveis repasses a agentes públicos.

Os valores foram transferidos entre julho de 2022 e janeiro deste ano, com destaque para R$ 160 milhões recebidos somente em 2025, por meio de centenas de transações, algumas delas no valor de até R$ 5 milhões.

Os investigadores consideram Zettel como o principal operador financeiro ligado a Daniel Vorcaro e acreditam que a análise das transações pode abrir novas linhas de investigação. Agora, o foco está em verificar se os pagamentos correspondem a serviços legítimos ou se há indícios de irregularidades.

Fundos e negócios sob escrutínio na investigação sobre o Banco Master

A Polícia Federal também está examinando as operações financeiras relacionadas aos fundos ligados a Zettel, incluindo investimentos associados ao resort Tayayá. Há suspeitas de possíveis irregularidades nessas transações, que fazem parte das investigações sobre a estrutura financeira do grupo.

Zettel foi detido duas vezes durante a investigação: a primeira por ordem do STF em janeiro, de forma temporária, e a segunda em março, já durante a fase avançada da operação sob nova supervisão judicial.

Antes de se tornar alvo das investigações, Fabiano Zettel se destacou no mundo empresarial como fundador e CEO da Moriah Asset, uma gestora focada em investimentos em negócios relacionados ao bem-estar e estilo de vida. Através da empresa, ele se tornou sócio de marcas reconhecidas no mercado, incluindo redes de alimentação, academias de luxo, suplementos e outros empreendimentos.

No âmbito político, ele também chamou a atenção ao fazer doações significativas em 2022, destinando cerca de R$ 5 milhões para campanhas eleitorais, incluindo recursos para o ex-presidente Jair Bolsonaro e para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Possível mudança de rumo com a colaboração premiada

A tentativa de acordo de colaboração premiada acontece no momento em que as investigações avançam e novas conexões financeiras estão sendo analisadas. Caso o acordo seja concretizado, espera-se que Zettel forneça informações que ajudem a esclarecer a estrutura do suposto esquema e a identificar outros envolvidos.

Esse movimento também coincide com negociações semelhantes atribuídas a Daniel Vorcaro, o que pode ampliar o escopo das investigações sobre o Banco Master e suas ramificações no sistema financeiro brasileiro.

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