A disputa territoral na rua do Senado, eleita a mais descolada do mundo
Rua do Senado fica movimentada aos sábados (Labuta Bar/Instagram)
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Localizada no coração do Centro do Rio de Janeiro, a Rua do Senado foi eleita a mais descolada do mundo em 2025 pela revista britânica Time Out, um feito inédito para uma via da América Latina. Cheia nos fins de semana, a rua mistura tradição – com o tradicional Armazém Senado, em funcionamento desde 1907, que oferece rodas de samba todos os sábados – e uma nova leva de estabelecimentos, como os bares Labuta e Destilaria Maravilha, que trouxeram uma nova vida à região com uma culinária autoral e ambiente cosmopolita. Recentemente, a abertura do novo Mercado Central, ao lado de uma galeria de arte, também agitou a área, atraindo cada vez mais turistas.
Por trás do sucesso da Rua do Senado, no entanto, surge uma controvérsia. Antigos ambulantes que se estabeleceram no local muito antes do boom acusam os novos restaurantes de contrataram seguranças e acionarem guardas para expulsá-los, alegando obstrução da passagem. “Trabalho na Rua do Senado há 17 anos. Sempre houve respeito. Nós, ambulantes, cuidávamos da rua: mantínhamos limpa, organizávamos o espaço e até contratávamos segurança para manter a paz. Agora que se tornou popular, querem apagar nossa história”, escreveu Lucimar Real, 43 anos, em uma postagem no Instagram. “Novos estabelecimentos chegaram e, sem diálogo, decidiram nos expulsar do local onde sempre trabalhamos. São os próprios estabelecimentos que ocupam a rua com mesas, cadeiras e estruturas”, argumentou. A postagem já recebeu mais de 13 mil curtidas. Veja:


