Brasil assume presidência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul
No início de abril, os ministros das relações exteriores dos países banhados pelo oceano Atlântico no Hemisfério Sul se reunirão no Rio de Janeiro para a 9ª Reunião Ministerial da Zopacas – Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.
A Zopacas, criada em 1986 pelas Nações Unidas, visa manter a região livre de armas de destruição nuclear ou de massa. Fazem parte deste mecanismo o Brasil, Argentina, Uruguai e outros 21 países da costa oeste africana, do Senegal até a África do Sul.
Tradicionalmente, o país anfitrião da reunião ministerial da Zopacas assume a presidência do mecanismo por dois ou três anos. Agora, o Brasil sucederá Cabo Verde.
Com a diminuição dos riscos de conflito bélico entre os 24 países da região, a expectativa da chancelaria brasileira é fortalecer a cooperação.
Três documentos
Segundo o diplomata, durante a reunião no Rio, os países assinarão três documentos: convenção sobre o ambiente marinho; estratégia de cooperação, com três áreas de atuação subdivididas em 14 temas; e Declaração do Rio de Janeiro, de teor político.
Apesar de ser uma “declaração política”, o embaixador Carlos Bicalho afirma que o texto não abordará conflitos no Oriente Médio ou Leste Europeu. “Não serão tratados todos os eventos atuais”, destaca.
A reunião ministerial da Zopacas reiterará o compromisso de manter a região como um local pacífico, evitando a interferência de potências externas, conforme destacou o diplomata em uma coletiva de imprensa em Brasília.
O Ministério das Relações Exteriores espera a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no encerramento do evento.
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