Canetada ilegal cai por terra e plano de Arquimedes para travar eleição da Câmara desmorona em Afonso Cunha
A tentativa de segurar a eleição da Mesa Diretora na Câmara de Afonso Cunha não só fracassou, como expôs mais um capítulo de interferência política nos bastidores, e mais uma vez, o nome que aparece por trás da articulação é o do ex-prefeito Arquimedes Bacelar.
A Justiça suspendeu o ato da presidente da Casa, Júlia Rodrigues, que havia barrado a eleição para o biênio 2027/2028 e determinou a retomada imediata do processo, dentro das regras do Regimento Interno.
A presidente tentou alterar regras sem passar pelo plenário, ignorando a exigência de aprovação por dois terços dos vereadores. Um movimento unilateral, fora do rito legal e claramente direcionado.
A manobra teria sido articulada com apoio do grupo ligado a Arquimedes Bacelar, que tenta, a todo custo, influenciar o comando da Câmara mesmo sem ter mandato.
Mas o plano desmoronou.
O Judiciário não só suspendeu o ato como também deixou claro que houve violação do princípio da legalidade e atropelo ao processo legislativo. Em outras palavras: não dá pra dobrar regra no grito.
Com a decisão, o Ato da Presidência nº 001/2026 perde efeito, o Regimento original volta a valer e a eleição da Mesa terá que acontecer ainda neste mês de abril.
E o aviso foi dado: descumprimento pode gerar multa.
Nos bastidores, o desgaste é grande. A tentativa de interferência expõe um velho padrão: mesmo fora do cargo, Arquimedes segue tentando mandar, agora por meio de aliados e movimentos indiretos.
Só que, mais uma vez, a estratégia esbarrou na realidade.
A Justiça entrou, enquadrou e deixou o recado: não existe mais espaço para controle paralelo dentro da Câmara, muito menos para quem já saiu de cena.


