Como a rainha da criptomoeda procurada pelo FBI sumiu em voo após golpe bilionário
Ruja Ignatova, a ‘rainha das criptomoedas’ – Foto: Reprodução
Ruja Ignatova, conhecida como a “Rainha da criptomoeda”, desapareceu em outubro de 2017 após embarcar em um voo comercial da Ryanair entre Sófia, capital da Bulgária, e Atenas, na Grécia. A viagem durou pouco mais de uma hora, mas o desembarque marcou o último deslocamento conhecido publicamente da empresária.
Na época, investigações contra a OneCoin já avançavam nos Estados Unidos. Promotores federais preparavam acusações contra líderes ligados ao esquema, apontado pela Justiça americana como uma fraude financeira bilionária com suspeita de lavagem de dinheiro.
Ignatova havia construído uma imagem de executiva internacional no mercado financeiro. Nascida na Bulgária e criada na Alemanha, ela apresentava a OneCoin em eventos como uma moeda virtual capaz de competir com o bitcoin e transformar o sistema de pagamentos digitais.
Segundo as investigações, a operação funcionava de outra forma. O dinheiro circulava por meio de um esquema que premiava a entrada de novos investidores, mas a moeda não tinha a estrutura tecnológica prometida ao público.
Konstantin Ignatov, Irmão de Ruja Ignatova – Foto: Reprodução
A suposta criptomoeda não possuía um blockchain público e verificável, elemento considerado central para ativos digitais legítimos. Integrantes do grupo foram presos e confessaram participação no esquema, entre eles Konstantin Ignatov, irmão de Ruja.
Em 2022, o FBI incluiu Ignatova na lista dos dez fugitivos mais procurados. A polícia federal dos Estados Unidos passou a oferecer recompensa por informações que levem à sua captura.
O desaparecimento da empresária segue sem esclarecimento. Uma das hipóteses é que ela viva sob identidade falsa em algum país onde consiga proteção. Outra possibilidade mencionada em apurações internacionais é que tenha sido morta, mas essa versão nunca foi comprovada.
Desde 2017, o dado confirmado é que Ruja Ignatova embarcou em um voo entre duas capitais europeias e desapareceu. O caso envolve bilhões de dólares e segue sob interesse de autoridades americanas, incluindo o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.


