DOIS SECRETÁRIOS DEPOIS, O NOME DA MESMA “PRODUTORA CULTURAL” VOLTA A ASSOMBRAR A CULTURA DE SÃO LUÍS
O resultado do edital do São João de São Luís 2026 parece ter causado mais choro nos bastidores do que chuva no período junino, Braide que o diga!
A vencedora da vez foi o IMDS, instituição que já executou eventos de peso em parceria com a SECULT, como Réveillon, Carnaval, São João e até Feira do Livro.
Mas bastou sair o resultado para começar o velho espetáculo da elite dos “captadores profissionais de edital”. E aí surgiu novamente aquela famosa “produtora cultural” importada de São Paulo, radicada em Brasília, mas que aparece em São Luís todo ano com uma disposição admirável para “ajudar” entidades locais. Generosidade? Talvez. Coincidência? O blog deixa para o leitor responder.
Nos corredores culturais da cidade, o comentário é um só: durante anos, a dita cuja teria operado nos bastidores indicando ONGs para disputar editais, enquanto fornecedores amargavam calotes e promessas. Dizem até que o escândalo foi tão barulhento que ajudou a derrubar não um, mas dois secretários de cultura. Lembram do “Juju e Cacaia”? Pois é… o roteiro parece ter roteirista conhecido.
E como em política cultural brasileira sempre cabe mais um capítulo, a tal “produtora cultural” teria tentado voltar ao jogo usando uma entidade ligada a figuras da velha política maranhense, incluindo gente próxima de senador citado em escândalos nacionais. O enredo da tal “produtora cultural” já vem pronto: bastidor, articulação, influência, ONG de fachada e por ai vai.
Corre também a famosa “boca miúda” de que entidades associadas à “moça” teriam deixado fornecedores desesperados atrás de pagamento, enquanto terceiros executavam serviços e outros ficavam com a parte mais generosa da verba. Se isso é modelo de gestão cultural ou apenas terceirização da dor de cabeça, fica a dúvida.
No fim das contas, parece que o maior trauma de certos grupos não é perder edital. É descobrir que São Luís começou a cansar dos atravessadores de cultura.
Talvez esteja chegando a hora de arrumar as malas e voltar para Brasília. Porque no Maranhão, ao que tudo indica, o arraial mudou de comando.



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