Reação “abrupta” da Europa agravou problema com Trump, diz Durigan
Ministro da Fazenda afirma que Brasil evitou retaliar tarifas dos EUA e adotou estratégia de paciência nas negociações
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a resposta da União Europeia às tarifas impostas pelos Estados Unidos agravou o problema comercial com o presidente Donald Trump (Partido Republicano). Em entrevista ao jornal francês Le Grand Continent, publicada na 5ª feira (21.mai), Durigan disse que o Brasil adotou uma posição mais paciente e evitou retaliar as medidas norte-americanas.
“Talvez a diferença entre o Brasil e a Europa seja que demonstramos paciência em nossa resposta a Trump. Embora tenhamos contestado a decisão de impor tarifas, não retaliamos”, declarou o ministro. Segundo Durigan, a tentativa europeia de fechar rapidamente um acordo com Washington “pode ter agravado a situação”.
O ministro afirmou que o governo brasileiro manteve posições firmes sem recorrer a medidas de retaliação. “Nos posicionamos politicamente como uma nação soberana que não merecia tal tratamento”, disse.
tarifas dos EUA
O Brasil chegou a enfrentar tarifas de até 50% sobre exportações para os EUA, somando uma taxa global de 10% e sobretaxas adicionais de 40%.
As tarifas norte-americanas começaram a valer em agosto de 2025. As negociações entre os 2 países foram abertas oficialmente em outubro do mesmo ano, depois da conversa entre Trump e representantes brasileiros durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas.
Em novembro de 2025, Trump anunciou redução de tarifas para alguns produtos brasileiros. Já em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA derrubou as sobretaxas adicionais. Atualmente, permanece apenas a tarifa global de 10% aplicada a todos os países.
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