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Às vésperas da Copa, ONS estreia plano para equilibrar excesso de geração

Às vésperas da Copa, ONS estreia plano para equilibrar excesso de geração

Às vésperas da Copa, ONS estreia plano para equilibrar excesso de geração

NESTA EDIÇÃO. ONS aciona plano excepcional para evitar que excesso da geração comprometa a estabilidade do sistema elétrico. Copa do Mundo traz desafios adicionais para a operação. 
 
Opep+ relaxa cortes de produção. 
 
Raízen vende operações de refino, distribuição e venda de combustível na Argentina. 
 

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EDIÇÃO APRESENTADA POR:

Na semana em que começa um dos períodos mais desafiadores para a operação do sistema elétrico brasileiro, a Copa do Mundo, o Operador Nacional do Sistema (ONS) precisou acionar pela primeira vez o plano emergencial para manter o equilíbrio entre carga e geração no Sistema Interligado Nacional (SIN). 

  • O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi acionado no domingo (7/6).
  • Segundo o ONS, a medida foi necessária para equilibrar a alta geração de micro e mini geração distribuída, combinada a uma carga menor, em meio ao final de semana prolongado após o feriado de Corpus Christi. 

Aprovado pela Aneel em novembro de 2025, o plano é uma medida excepcional, adotada em última instância, para garantir a estabilidade do SIN. 

  • Acende um alerta o fato de a medida ter sido adotada antes mesmo do início da Copa, período de desafios para a operação devido às bruscas oscilações de consumo, que alteram as rampas de carga. 
  • A partida inicial do torneio será na quinta (11/6) e dois dias depois ocorre a estreia da seleção brasileira. 

Na prática, o plano é acionado quando há previsão de excedente de geração e os recursos da geração centralizada, sob coordenação do ONS, se esgotam. Com isso, é necessário controlar também a geração distribuída

Como foi? O ONS notificou as distribuidoras no sábado (6/6) sobre a necessidade de acionamento do plano no dia seguinte. 

  • Ao todo, foi solicitado o gerenciamento de 1.000 MW entre 10h e 14h.
  • A definição dos montantes a serem cortados foi definida pelo ONS e as distribuidoras foram responsáveis por executar as diretrizes do operador. 
  • Foram selecionadas 12 distribuidoras para executar o plano, que concentram 80% da potência instalada das usinas incluídas nesse controle. São elas: CPFL Paulista; Cemig; Energisa MT; Copel; Neoenergia Elektro; Celesc;  Equatorial GO; Energisa MS; Neoenergia Coelba; RGE; EDP ES e Neoenergia PE. 

A reação do mercado. A Abradee, que representa as distribuidoras, apontou que é necessário um maior detalhamento dos procedimentos, para que os cortes ocorram  de acordo com ”critérios claros, robustos e definidos”, para evitar insegurança jurídica.

  • A associação pediu, ainda, o aprofundamento das políticas públicas para reorganizar o sistema e solucionar os gargalos na rede.
  • Já a Absolar, que representa a geração solar fotovoltaica, pediu medidas para um avanço mais rápido do uso de sistemas de armazenamento, de modo a evitar a necessidade dos cortes, incluindo a redução dos impostos sobre baterias.   
  • Na semana passada, o governo anunciou as regras dos primeiros leilões de baterias do país, incluindo um bônus locacional para reduzir os cortes de geração. Caso tenha perdido: A reação do mercado às regras para os leilões de baterias.

Opep+ aumenta produção. Sete países do cartel anunciaram um aumento conjunto de 188 mil barris/dia na extração em julho, revertendo parcialmente os cortes implementados em 2023. Em nota, o grupo anunciou que o objetivo é “manter a estabilidade do mercado”. 

  • Parte do aumento, no entanto, pode ter dificuldades de chegar ao mercado em meio aos bloqueios no Estreito de Ormuz.  

Enquanto isso, guerra continua. Após os ataques israelenses à capital do Líbano, Beirute, o Irã lançou uma série de mísseis em direção ao território israelense no domingo (7). (G1)

  • É o primeiro ataque do Irã a Israel desde o cessar-fogo anunciado no início de abril, o que pode ser um sinal do retorno de um conflito aberto incluindo os EUA.  

Furto de combustíveis. A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu três homens sob suspeita de furtar gasolina e óleo diesel diretamente de um oleoduto da Petrobras. (Folhapress/Valor).

Raízen em busca de caixa. A companhia, controlada por Cosan e Shell, fechou a venda por US$ 1,42 bilhão das operações de refino, distribuição e venda de combustível na Argentina para a Mercuria Energy Group (UOL)
 
Opinião: Um dos desafios é definir um modelo de faturamento que consiga equilibrar simplicidade para o consumidor, clareza na alocação de responsabilidades e robustez suficiente para sustentar um mercado mais competitivo, escreve o diretor de inteligência de mercado da Armor Energia, Lucas Kok.

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