Jovens destaques na grama entram no caminho das cabeças de chave
O sorteio da chave feminina em Wimbledon colocou jovens jogadoras que se destacaram durante as três semanas da temporada de grama no caminho de algumas das primeiras colocadas no ranking. Os jogos começam na próxima segunda-feira e a nova geração tenta surpreender.
Uma das novatas em melhor forma no momento é a norte-americana Robin Montgomery, canhota de 21 anos e 194ª do ranking. Campeã do WTA 250 de ‘s-Hertogenbosch, há duas semanas, ela manteve o embalo no quali de Wimbledon ao vencer as compatriotas Caroline Dolehide e Elvina Kalieva, além da espanhola Marina Bassols.
Montgomery fará sua segunda participação na chave de Wimbledon, depois de ter caído na segunda rodada em 2024. Já no ano passado, sofreu uma lesão no punho que a afastou das competições por nove meses. Logo na estreia, ela desafia a italiana Jasmine Paolini, cabeça 13 do torneio e finalista de Wimbledon há duas temporadas. Paolini não vem em bom momento e caiu na estreia de Eastbourne.
Bartunkova recebeu elogios de Sabalenka
Nikola Bartunkova (Foto: Jimmie48/WTA)
Quem também se destacou na temporada de grama foi a tcheca Nikola Bartunkova, de apenas 20 anos e 46ª do ranking. Ela está com o melhor ranking da carreira depois de chegar às quartas de final do WTA 500 de Berlim, onde venceu a top 20 Diana Shnaider e a experiente Elise Mertens, antes de cair diante de Aryna Sabalenka em três sets e ser muito elogiada pela líder do ranking.
“A Nikola foi extremamente forte e, sem dúvida, tem um grande futuro pela frente. Que jogadora incrível! É uma futura estrela! Adoraria visitar as instalações de tênis da República Tcheca e entender como o sistema deles produz tantos jogadores excelentes”, disse Sabalenka, ao destacar também a quantidade de talentos formados no país.
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O caminho da jovem tcheca começa com um duelo com a norte-americana Peyton Stearns. E se vencer, pode enfrentar a compatriota Katerina Siniakova ou a chinesa Qinwen Zheng. Há chance de um duelo de jovens na terceira rodada contra a russa Mirra Andreeva, campeã de Roland Garros e número 5 do mundo.
Depois de ter vencido o primeiro Grand Slam da carreira, Andreeva só disputou uma partida na grama e caiu na estreia em Bad Homburg. E suas primeiras fases também têm jogos duros, seja na estreia contra Magda Linette, ou eventualmente com a campeã de 2024 Barbora Krejcikova na segunda fase. A estreia de Krejcikova será contra a convidada britânica de 17 anos Hannah Klugman, que conseguiu sua primeira vitória na WTA em Nottingham.
Eala e Joint no caminho de Serena e Iga
Alexandra Eala (Foto: VANDA Pharmaceuticals Berlin Tennis Open)
Outra tenista que chegou longe em Berlim é a filipina Alexandra Eala, agora número 30 do mundo, e que venceu as top 10 Elena Rybakina e Elina Svitolina para chegar à semifinal na semana passada. A filipina entra na condição de favorita na estreia contra a mexicana Renata Zarazua.
E se vencer, pode cruzar o caminho da multicampeã Serena Williams, que estreia contra outra jovem jogadora, a australiana Maya Joint, de 20 anos e 39ª colocada, que já ganhou um WTA na grama no ano passado. O setor da chave com Serena, Eala e Joint é também o mesmo de Iga Swiatek, atual campeã e número 3 do mundo, que pode cruzar o caminho de uma dessas jogadoras na terceira rodada.
“É uma honra”, disse Joint em entrevista ao site da WTA. “Sempre sonhei em enfrentar Serena Williams; se alguém tivesse me dito, dez anos atrás, que eu jogaria contra ela na primeira rodada de Wimbledon, eu acharia uma loucura. Tenho um enorme respeito por ela, que foi uma das minhas ídolas enquanto eu crescia. Estou muito animada com a oportunidade de jogar contra ela”.
Grant, Kostovic e Korneeva são estreantes
Alina Korneeva (Foto: AELTC)
A estreia de Aryna Sabalenka em Wimbledon será com uma estreante em Grand Slam. Ela enfrentará a sérvia de 18 anos Teodora Kostovic, 184ª do ranking e vinda do quali. Ex-número 4 do ranking juvenil e parceira da brasileira Victória Barros em alguns eventos da categoria nos últimos anos, Kostovic chega confiante para o confronto com a número 1 do mundo. “Vamos ver se ela consegue lidar com a minha potência”, respondeu Kostovic após a definição da chave. “Claro que consigo vencê-la. Consigo vencer qualquer uma quando estou no meu melhor momento. Sou uma lutadora nata e acho que todas as garotas já sabem disso”.
Ainda entre as tenistas que furaram o quali, a russa Alina Korneeva estreia na chave principal de Wimbledon aos 19 anos, mas já disputa o terceiro Grand Slam da carreira e aparece com seu melhor ranking na 94ª posição. Ela pode ter um duelo de gerações contra a top 20 Sorana Cirstea na segunda rodada. Já a italiana Tyra Grant, de 18 anos e 174ª do ranking, é outra estrante depois de três vitórias no quali, mas terá estreia dura contra a britânica Katie Boulter.
“Joguei Wimbledon uma vez no juvenil e cheguei à semifinal, mas para ser sincera, não joguei muito bem”, disse Korneeva, que treina na Espanha, com Anabel Medina. “Não tinha tanta experiência na grama. Minha primeira vitória no circuito profissional aconteceu nesta semana. Na verdade, ainda bem que disputei o quali, porque jogar a primeira partida já na chave principal é um pouco difícil. Você não está preparada nem mental nem fisicamente. Agora, tive a oportunidade de disputar três partidas. Já entendo um pouco melhor como jogar e acho que isso vai me ajudar”.


