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América do Sul lidera em renováveis, enquanto depende cada vez mais de óleo

América do Sul lidera em renováveis, enquanto depende cada vez mais de óleo

América do Sul lidera em renováveis, enquanto depende cada vez mais de óleo

NESTA EDIÇÃO. Apesar da liderança global na geração renovável, países na América do Sul e Central têm ampliado a dependência de exportações de óleo e gás. 
 
Governo abre crédito de R$ 550 milhões para subsídio a diesel importado
 
Rússia enfrenta escassez de combustíveis. 
 
Nova regra para lâmpadas promete economizar mais de 400 TWh até 2040.
 

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EDIÇÃO APRESENTADA POR:

A América do Sul e Central foi a região com a matriz elétrica mais descarbonizada do mundo em 2025, com 75% da eletricidade proveniente de fontes renováveis

  • A geração de energia elétrica na região no ano passado atingiu 1.528 terawatt-hora (TWh), dos quais três quartos foram provenientes de fontes de baixo carbono. 
  • Os dados são do Statistical Review of World Energy, divulgado nesta terça (30/6) pelo The Energy Institute (EI) em parceria com Ember, Kearney e KPMG.

Grande parte desse cenário se deve às usinas hidrelétricas, que responderam por 48% da eletricidade da região no ano passado. 

  • Segundo o relatório, as renováveis cresceram a uma taxa de 6,3% na região na última década.  

Mas vale ressaltar que o cenário também traz desafios: no Brasil, as renováveis enfrentam crescentes cortes de geração (curtailment), devido a gargalos na infraestrutura de transmissão e ao baixo crescimento na demanda. 

  • No domingo (28), o Operador Nacional do Sistema (ONS) precisou cortar 14.278 GW de renováveis do Nordeste. O montante é superior à capacidade instalada de Itaipu Binacional  (MegaWhat)
  • “A implementação, por si só, não basta. A próxima fase da transição será definida por uma execução que abranja todo o sistema, garantindo que as redes, o armazenamento e as soluções de flexibilidade acompanhem esse ritmo, para que o crescimento da energia limpa se traduza em transformação econômica e social”, afirma a sócia da área de Sustentabilidade da Kearney, Maria de Kleijn.

Além disso, apesar da liderança global na renovabilidade elétrica, os países sulamericanos têm ampliado também a produção de petróleo e gás natural — com economias cada vez mais dependentes das exportações de fontes fósseis. 

  • Ao todo, a produção na região atingiu a média de 8,593 milhões de barris/dia em 2025, crescimento de 10% na comparação anual. 
  • A ampliação está concentrada na Argentina, Brasil, Venezuela e Guiana.  
  • No caso do Brasil, essa ampliação segue muito dependente dos grandes campos do pré-sal
  • Para colocar em perspectiva: o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, superou na sexta-feira (26/6) a produção média diária de 1,2 milhão de barris/dia de óleo. O novo recorde foi alcançado com as plataformas P-78 e P-79, que estão em processo de desenvolvimento da produção. (Agência Petrobras)

R$ 550 milhões para diesel. O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 550 milhões para subsidiar a importação de óleo diesel de uso rodoviário. A medida provisória publicada na segunda-feira (29/6) está vinculada à iniciativa prevista na MP 1.349, de 2026, que trata do mesmo tipo de apoio ao combustível. 

  • O objetivo é viabilizar o abastecimento e mitigar impactos no mercado.

Alívio em junho. Os preços de combustíveis e minerais recuaram em junho e ajudaram a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) a ficar negativa em 0,5%.

Preço do barril. O petróleo fechou em alta na segunda-feira (29), recuperando parte das perdas da semana anterior, quando recuou quase 10%. O movimento ocorreu em meio a informações desencontradas sobre continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã, após uma nova escalada militar registrada no fim de semana.

  • O petróleo Brent para setembro avançou 1,80% (US$ 1,16), a US$ 73,91 por barril.

Falta de combustível na Rússia. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reconheceu no domingo que problemas no fornecimento de combustíveis provocaram escassez em regiões do país e afirmou que uma força-tarefa está trabalhando para garantir quantidades suficientes de combustível em todo o território russo. (Reuters/Valor) 

Oferta permanente. A ANP divulgou a relação das empresas com inscrição ativa para participar em 7 de outubro do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha e do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, com novidades como Galp, Kufpec, Repsol e Repsol Sinopec.

  • A diretoria da ANP também aprovou a indicação de 86 blocos exploratórios na Margem Equatorial para avaliação e possível inclusão em futuros ciclos da oferta permanente de concessão.

Eficiência energética. O Brasil publicou a primeira regulamentação nacional que estabelece índices mínimos de eficiência energética para lâmpadas e luminárias LED — medida que pode gerar economia acumulada entre 283 e 432 TWh até 2040. 

  • Produtos fora do padrão têm até cinco anos para sair do mercado.

Enquanto o Redata não avança. Projetos de lei que atrelam a instalação de centros de processamento de dados no Brasil à contratação de energia renovável avançaram em comissões da Câmara dos Deputados nas últimas semanas, enquanto o presidente do Senado reluta em pautar a proposta do governo que cria um marco legal para o setor. Saiba mais sobre o movimento com a diálogos da transição. 

Clima extremo. A França registrou cerca de mil mortes acima do esperado na semana passada, no auge de sua onda de calor. Recordes de temperatura foram quebrados em vários países no fim de semana, à medida que a onda de calor avançava lentamente em direção ao leste do continente europeu. (Reuters/Agência Brasil)

Carvão vegetal no Fundo Clima. O BNDES aprovou financiamento de R$ 43,8 milhões para a Ferbasa instalar uma nova planta de produção de carvão vegetal com redução da emissão de gás metano, em Maracás (BA). 

  • Do valor a ser financiado pelo BNDES, cerca de R$ 35 milhões virão do Fundo Clima.

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