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Durigan quer maior adesão dos bancos ao Desenrola Adimplentes: ‘Não tem perdão de dívida’ | Finanças

Durigan quer maior adesão dos bancos ao Desenrola Adimplentes: ‘Não tem perdão de dívida’ | Finanças

Durigan quer maior adesão dos bancos ao Desenrola Adimplentes: ‘Não tem perdão de dívida’ | Finanças

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que continua pedindo para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ampliar a adesão das instituições financeiras ao programa Desenrola Adimplente. Segundo ele, além da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e de um ou dois bancos privados que já sinalizaram participação, o governo quer que os demais bancos também ofereçam a linha de crédito.

Durigan argumentou que o programa busca beneficiar trabalhadores informais que mantêm suas parcelas em dia, mas pagam juros elevados. Segundo ele, a proposta não prevê perdão de dívidas, e sim a substituição de empréstimos com taxas que podem chegar a 10% ao mês por operações com juros mais baixos, preservando o pagamento em dia.

“Aqui não é perdão de nada. Mas em vez de pagar 10% ao mês, paga 1,99% ao mês. O que os bancos alegam? Não, mas essa pessoa já paga em dia. Claro que aí você tem uma margem. Os bancos estão sendo beneficiados com essa situação”, disse em entrevista à Rádio Gaúcha. “O governo fornece garantias adicionais para que o trabalhador siga pagando em dia, porque daqui a pouco ele não vai pagar mais em dia”, acrescentou.

O ministro disse que segue fazendo conversas com a Febraban para que o programa seja estendido ao restante do sistema bancário. “Caixa, Banco do Brasil e um ou dois bancos privados já sinalizaram que vão atuar. Mas sigo fazendo meus pedidos à Febraban para que a gente estenda esse programa também para os demais bancos”, afirmou.

Lançado a pouco mais de três meses das eleições, o Desenrola voltado a trabalhadores informais adimplentes ainda não despertou o interesse dos bancos. O programa é destinado a pessoas com parcelas em atraso de até 90 dias – portanto, ainda fora dos índices de inadimplência.

Como mostrou o Valor, na avaliação das instituições financeiras, o teto de juros estabelecido, de 1,99%, faz com que a operação seja interessante apenas para pequenos nichos de clientes, de baixa renda, já com risco elevado.

Durigan afirmou que, além de medidas pontuais de renegociação de dívidas, é necessário ampliar o acesso a linhas de crédito de boa qualidade. Segundo ele, aposentados já contam com o crédito consignado do INSS, servidores públicos têm acesso ao consignado para a categoria e trabalhadores da iniciativa privada dispõem do consignado privado.

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