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Justiça do MS nega remoção de posts de Erika Hilton

Justiça do MS nega remoção de posts de Erika Hilton

Justiça do MS nega remoção de posts de Erika Hilton

Erika Hilton – Foto: Reprodução/Lula Marques/ Agência Brasil

A Justiça de Mato Grosso do Sul negou o pedido da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), para remover publicações da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) com críticas à administração municipal. A decisão saiu na quinta-feira (09) e tem relevância por tratar dos limites entre liberdade de expressão, disputa política e pedidos judiciais de retirada de conteúdo. Com informações do Poder360.

O juiz Marcus Abreu de Magalhães, da 12ª Vara Cível de Campo Grande, entendeu que não havia elementos suficientes para justificar a retirada imediata dos posts. Ele também convocou Adriane Lopes e Erika Hilton para uma audiência de conciliação, enquanto o mérito da ação ainda será analisado.

A prefeita acionou a Justiça depois de uma publicação feita por Erika em maio de 2026 no X. No post, a deputada criticou a gestão municipal e citou Campo Grande como detentora do título de “pior prefeitura do país”.

Reprodução do X de Erika Hilton

 

Reprodução do X de Erika Hilton

Na mesma publicação, Erika afirmou que Adriane Lopes é investigada por desvio de R$ 156 milhões da saúde pública. A deputada também disse que o Instituto Municipal de Previdência teria aplicado irregularmente R$ 1,3 milhão de recursos de aposentados no Banco Master.

Juiz cita risco de censura e debate político

Na ação, Adriane Lopes pediu a remoção das publicações, uma retratação pública, indenização por danos morais e a proibição de novas postagens com conteúdo semelhante. Ao rejeitar o pedido de urgência, o magistrado avaliou que a retirada imediata poderia representar censura prévia.

Magalhães escreveu que o pedido “apresenta potencial de restringir manifestação de agente político em tema de interesse público, impondo cautela redobrada ao Poder Judiciário, sobretudo diante da vedação constitucional à censura prévia e da posição preferencial conferida à liberdade de expressão dos representantes políticos no regime democrático”.

O juiz considerou que as publicações ocorreram em contexto de fiscalização política e crítica à administração pública. Em análise inicial, ele também apontou que os posts têm relação com a atividade parlamentar de Erika e podem estar protegidos pela imunidade parlamentar.

Após a decisão, Erika Hilton comemorou o resultado. “Fico feliz com a decisão da Justiça do MS, que não permitiu a censura que a prefeita quer impor ao tuíte que fiz a criticando por sua péssima gestão. Críticas baseadas em dados, informações e levantamentos disponíveis ao público geral.” Se não houver acordo na audiência de conciliação, o processo seguirá para defesa, produção de provas e julgamento dos pedidos de indenização.

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